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Acreanas se unem à manifestação mundial e fazem paralisação no Dia das Mulheres

Por NANY DAMASCENO, DA CONTILNET

Oito de março de 2017, Dia Internacional da Mulher, promete ficar para a história. Mulheres de 46 países, a maioria na América Latina, uniram-se e programaram paralisações e mobilizações na luta pela equidade de gêneros sob o lema “Se nosso trabalho não vale, produzam sem nós”, o objetivo é que as mulheres, neste dia histórico, deixem seus postos de trabalho para que as empresas, fábricas ou repartições públicas fiquem sem a presença das trabalhadoras do sexo feminino.

As tantas mulheres ganham as ruas neste dia para protestar contra o feminicídio, desigualdades de gênero e a violência machista, norteadas pelo movimento “Ni una Menos”, que luta contra a violência e gênero.

Acreanas se uniram à manifestação que ocorre em mais 46 países além do Brasil /Foto: Ana Luíza Lima

No Acre, o movimento teve início às 7 horas da manhã, na Praça da Revolução, Centro de Rio Branco e reuniu mulheres de diversas entidades com apoio das Secretarias das Mulheres Estadual e Municipal.

“A paralisação mundial no dia internacional das mulheres tem como foco lembrar da luta que ainda precisamos ter e reivindicações de direitos. No Brasil o foco é a luta contra os retrocessos como reforma dá previdência e perca de direitos. Além de termos índices muito altos de violência contra a mulher”, explicou a Secretária Adjunta de Mulheres, Lidiane Cabral.

Movimento pede respeito às mulheres /Foto: Ana Luíza Lima

Violência Contra as Mulheres

Segundo o mapa da violência 2015 – Homicídios de Mulheres no Brasil, o país é o 5° no mundo onde mais se matam mulheres, em um ranking de 83 nações, são 4,8 mortes por 100.000 mulheres ao ano.

No Brasil são registrados ao menos 13 homicídios femininos por dia. O estudo foi feito entre os anos de 2003 e 2013 e mostra que nos últimos 10 anos o número de casos de violência contra a mulher teve um aumento de 21%. O Acre aparece como o 5° Estado onde mais se mata mulheres e Rio Branco a 9° capital.

Cartazes trazem protestos e revindicações do movimento /Foto: Ana Luíza Lima

“O Brasil é o pior País da América Latina para se nascer menina, de acordo com a ONU, e o Acre é o Estado que proporcionalmente mais mata mulheres. Então quando falamos de luta pelos direitos das mulheres, as pessoas acreditam que já temos o que precisávamos, mas a realidade é que nós continuamos morrendo e os índices subindo. A mortalidade de mulheres negras subiu 54% nos últimos anos, a cada 11 minutos uma mulher é estuprada, esses dados são absurdos, e nós não podemos deixar isso passar em branco, temos que lembrar sempre desses dados e esta é nossa luta”, afirmou a jornalista Ana Luiza Lima.

Paralisação reuniu centenas de adeptos na Praça da Revolução /Foto: Ana Luíza Lima

Uma pesquisa mais recente, feita pelo instituto DataFolha, mostra que uma a cada três brasileiras com 16 anos ou mais sofreu algum tipo de violência nos últimos 12 meses. Segundo a pesquisa “Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil”, 503 mulheres foram vítimas de agressões físicas a cada hora no Brasil e que dois a cada três brasileiros (66%) presenciaram uma mulher sendo agredida física ou verbalmente no mesmo período.

Ainda de acordo com a pesquisa, o agressor era conhecido das vítimas em 61% dos casos relatados. As agressões ocorreram principalmente em casa (43%) e na rua (39%), mas também no trabalho (5%) e na balada (5%), sendo mais frequentes entre mulheres de 16 a 24 anos (45%).

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