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Victor ‘Babão’ representará o Acre no Canadá, mas não consegue apoio do governo

Por ALAMARA BARROS, DA CONTILNET

Aos quatro anos de idade Victor Romero, hoje com 34 anos, mais conhecido como Babão, já praticava judô e jiu-jitsu. Natural do Rio de Janeiro, Victor e seus dois irmãos sempre receberam o incentivo do pai para crescerem no esporte. Chegou ao Acre quando ainda tinha dez anos e continuou lutando na Capital, onde mora até hoje e chegou a participar de vários eventos e ganhar títulos.

A partir dos 17 anos Victor decidiu abandonar os tatames e explorar os gramados, onde jogou futebol profissionalmente até os 26 anos, mas a paixão pela luta nunca morreu dentro do atleta. Após esse período nos gramados ele recebeu um convite de um amigo para lutar MMA e aceitou o desafio.

Babão conseguiu uma vitória convincente no SPARTA 300 /Foto: Reprodução

“Fui treinando, treinando… Comecei a lutar e os resultados começaram a vir, participei de eventos nacionais no Rio de Janeiro e Rondônia, além de um internacional em Lima, no Peru. Esse último foi o que me trouxe uma maior projeção, porque até então eu sou o único brasileiro que alcançou a vitória nesse evento chamado Esparta 300”, disse.

Há cinco anos lutando MMA, Victor tem quatro vitórias e uma derrota, mas conta que não foi nada fácil chegar até aqui, devido à falta de incentivo e apoio do Estado. Victor faz parte do ‘Team New Corpore’, do Rio de Janeiro, onde seu treinador é o mestre Renato Domingues, e aqui em Rio Branco ele luta pela equipe Superação, treinado pelo mestre Wanusilei Farias.

Babão aplicando golpe preciso em adversário /Foto: Reprodução

“O MMA é um esporte que leva o nome do nosso Estado para o resto do Brasil e até para outros países, mas infelizmente aqui no Acre não dá para sobreviver do esporte, pois sempre que fui atrás de apoio nunca consegui nada das autoridades públicas, então você tem que trabalhar para treinar e treinar para poder lutar. Um esporte de alto nível como o MMA, que você tem que treinar pelo menos 6h por dia, é difícil sem nenhum apoio. As pessoas nem acreditam quando veem os meus resultados e crescimento no esporte sem incentivo do Estado”.

Victor já estava decidido a parar de lutar devido à falta de apoio e as dificuldades enfrentadas, tendo que conciliar o esporte com o trabalho para o sustento da família, mas foi quando seu empresário no Rio de Janeiro falou que ele teria sido convidado a lutar no “TKO MMA”, evento importante para a carreira, que será realizado no dia 7 de abril, no Canadá.

Campeão quer fincar a bandeira do Acre no lugar mais alto do pódio, mas precisa de ajuda com as despesas /Foto: Reprodução

“Eu já estava decidido quando surgiu essa oportunidade, que para mim é importantíssima, pois vários lutadores de renome e que hoje estão no UFC já passaram por esse evento que é transmitido para o mundo todo e bastante respeitado. Tenho corrido atrás de apoio do Governo ou qualquer ajuda, no entanto eles falam que vão ajudar, mas até agora nada. Ainda assim, não posso deixar essa oportunidade passar e tenho fé em Deus que as portas vão se abrir até lá”.

Victor se prepara para fazer uma boa luta, cuidando rigorosamente da alimentação e treinando até quatro horas por dia, mas precisa muito de apoio financeiro para custear despesas da sua preparação e da viagem para poder representar bem o Acre no evento no Canadá, onde lutará com o canadense Jeremie Capony, de 29 anos, que tem cinco lutas e cinco vitórias, sendo uma por nocaute.

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