Ícone do site ContilNet Notícias

Marcia fala sobre projeção do Solidariedade no Acre e garante que Bittar não sai do PSDB

Por JAIRO CARIOCA, DA CONTILNET

Afinada e determinada a mudar a história do Solidariedade no Acre, Marcia Bittar falou à ContilNet na manhã de deste domingo (5) sobre a principal estratégia do partido nas eleições de 2018 e de assuntos polêmicos, como a pré-candidatura de Marcio Bittar ao Senado Federal, os critérios para escolha da chapa majoritária da oposição e a Operação Lava Jato.

“O partido tem que ser visto como um instrumento que ajude a melhorar as condições de vida da população, mas também como uma empresa. Precisamos ganhar eleições e ter políticos com mandato”, disse Marcia ao avaliar o seu desafio com presidente regional do Solidariedade.

Construir uma chapa alternativa para quem não tem mandato é o caminho escolhido pela presidente. Marcia já caminhou por todos os municípios do Alto Acre e a partir de abril pretende fechar suas visitas nas 22 cidades do Estado. Ela assegurou que tem nomes fortes para fazer dois ou três deputados estaduais e um deputado federal.

“Onde eu chego fico surpresa com o potencial que tem o Solidariedade. As pessoas que conhecem a minha história confiam muito em nossa mensagem. Isso tem ajudado muito”, acrescentou.

O partido se prepara para fazer no dia 24 de março uma grande festa junto com as demais siglas que compõem o bloco de oposição, com a presença dos senadores Gladson Cameli (PP/AC), Sérgio Petecão (PSD/AC) e deputados federais, estaduais, vereadores e lideranças de todo o Estado.

“Vamos inaugurar o nosso comitê e, a partir daí, focar ainda mais no projeto da oposição para 2018. O Solidariedade não vai inventar candidato ao governo e nem ao Senado para atrapalhar quem tem chances, vamos seguir o critério da pesquisa e apoiar os três melhores nomes. Desta vez o partido não ficará na mesa negociando com o governo ”. Para virar a página de subserviência do Solidariedade no Acre em eleições anteriores, Marcia tem falado firme, e diz que adquiriu ao lado do esposo, Marcio Bittar, a experiência necessária para lidar com o mundo da política.

“O mundo político não é fácil, é preciso ter nervos de aço muitas vezes para estar nele. Mas já estou acostumada, quantos anos eu milito com o Marcio? Nos bastidores a gente passa muitas dificuldades, principalmente quando não se ganha uma eleição. Mas qualquer ramo é difícil para todo mundo. Apesar de todas as dificuldades tenho encontrado portas abertas” comentou.

Ela assegura que Marcio Bittar não sai do PSDB e lembra que foi o ninho tucano que ajudou a projetar o marido no cenário nacional. Ao falar da passagem de Bittar pela primeira-secretária da Câmara dos Deputados, quando ele administrou durante dois anos um orçamento maior que o do Acre, Marcia citou a Operação Lava Jato e revelou uma segurança que repassa diariamente aos filhos. “Fiquem tranquilos que o Japonês nunca vai bater na porta de nossa casa”.

Para a presidente do Solidariedade, o momento é de falar sobre renúncias, unidade e elevar o debate para os problemas que o Estado do Acre enfrenta. Ela citou as áreas de Segurança Pública e Saúde. Para Marcia, a participação da mulher na luta social e da política, de modo geral, vai ajudar o país sair da crise.

“A mulher é muito mais equilibrada, já chefia quase um quarto das famílias brasileiras, por que não participar mais da vida política e dar um tom mais sensível na resolução dos problemas que batem à nossa porta? O Solidariedade é isso, vamos ajudar a mudar o Brasil e o Acre”, concluiu.

Sair da versão mobile