Cineastas acreanos lembram a história da sétima arte em solo acreano e suas reais dificuldades que encontram até os dias de hoje para produzirem suas obras. O cinema acreano começou a se organizar e dar sinais de vida a partir da criação do Estúdio Cinematográfico Amador de Jovens Acreanos (Ecaja Filmes).
Fundado em uma tarde chuvosa há 44 anos, o Ecaja produziria sob a direção do cineasta João Batista o primeiro filme acreano, intitulado “Fracassou Meu Casamento”, lançado no dia 3 de junho de 1973 no município de Brasileia, terra natal do então deputado estadual Wildy Viana das Neves, que naquela ocasião fez a doação de um projetor gravador para produzir todos os filmes realizados em película durante a década de 70 e início da década de 80.
Acre tem 44 anos de história cinematográfica registados
Segundo o cineasta e historiador Adalberto Queiroz: “Atualmente, a luta é protagonizada pela Associação Acreana de Cinema (Asacine), sendo um dos maiores símbolos de resistência de nosso cinema local, cujo propósito é manter viva a sétima arte em solo acreano. Principalmente se tratando do momento em que passa nosso país, cujos mandatários enfraquecem cada vez mais as políticas públicas voltadas ao apoio das diversas manifestações artísticas, dentre estas o cinema nacional”.
A Asacine foi criada em junho de 1982 pelos cineastas Adalberto Queiroz, João Manhãs, Jacó Piccoli, Luíz Pedroso, Binho Marques, Silvio Margarido, Adalberto Dantas, Edgar Granzotto e Aúrea Brilhante. Cabe destacar que a instituição permanece em evidência e seus membros continuam a se reunirem todos os sábados às 19h no Sesc do Centro, em Rio Branco, para discutirem assuntos voltados à sétima arte. Atualmente, a instituição tem na sua presidência o renomado artista plástico e cineasta Enilson Amorim.
Livro
A história do cinema acreano, principalmente a fase de produção em película, foi registrada por meio de um trabalho de mestrado realizado pelo professor de história Hélio Costa Júnior, da Universidade Federal do Acre(Ufac), cujo título “AcreAnos de Cinema” obteve nota 10 atribuída pela banca da Universidade Federal de Pernambuco, e com certeza é uma excelente fonte de pesquisa sobre a história do cinema acreano.

