“Quem não deve não teme. Meu mandato de senador é do povo do Acre”, esclarece Viana

Sessão especial em comemoração aos 50 anos de criação do estado do Acre. Em discurso na tribuna do plenário do Senado Federal, senador Jorge Viana (PT-AC).

Na tarde desta quinta-feira (16), após ter seu nome citado na suposta lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que trata a respeito das investigações da Operação Lava Jato, o senador acreano Jorge Viana emitiu uma nota à imprensa para esclarecer seu posicionamento em torno do ocorrido. Leia a nota na íntegra:

Senador Jorge Viana (PT/AC) /Foto: Reprodução

NOTA À IMPRENSA

Sobre a citação de meu nome e do meu irmão, o governador Tião Viana, na chamada lista do procurador-geral da República, conforme relatos da imprensa nesta quinta-feira, 16 de fevereiro, sem que sequer tenhamos sido notificados, destaco:

O Brasil vive a mais grave crise de sua representação política, com nocivas consequências para a vida social e econômica do país. Tal crise atinge a todos os partidos e coligações com tamanha profundidade que, sem exceção, todos os políticos precisam dar explicações à opinião pública.

A classe política deve mesmo um pedido de desculpas à sociedade. Não promovemos as mudanças necessárias no sistema político tão importantes para nossa democracia. Agora, detentores de mandato e partidos, como PMDB, PSDB, PT, DEM, PSD, PSB, PRB e PP, entre tantos outros, estão envolvidos nesse escândalo. 


Sem ocupar cargo público, fui candidato em 2010 e fiz uma campanha que custou R$ 968,1 mil, dos quais R$ 280 mil foram repassados a outros candidatos. Os recursos foram declarados e minhas contas, aprovadas pela Justiça Eleitoral, de acordo com a legislação vigente.

Devo o meu mandato de senador ao povo do Acre, pelo reconhecimento ao trabalho que fiz como prefeito e governador. No Senado, tenho procurado sempre honrar a missão dada pelos que me elegeram, trabalhando pelo meu Estado e pelo Brasil.

Meu irmão, o governador Tião Viana, é um exemplo de correção no exercício nos mandatos que o povo do Acre lhe confiou. Sempre foi um homem público de imensa capacidade de trabalho e honestidade. Não tenho dúvidas que também ele será inocentado, como ocorreu no ano passado, quando foi absolvido pelo Superior Tribunal de Justiça, diante de acusações infundadas.

Sei que todos temos a obrigação de combatermos verdadeiramente a corrupção no país. Chegou a hora de promovermos uma reforma política profunda e construir uma nova governança para o dinheiro público, especialmente na relação com a iniciativa privada.

A hora é de encararmos a crise e darmos satisfação ao povo. O Brasil deve confiar nas instituições, sobretudo no Judiciário, no Ministério Público Federal e na Polícia Federal, sem deixar de lado as preocupações com eventuais ações seletivas e abuso de autoridade.

Quero e vou seguir trabalhando por um Brasil melhor.

Nada devo e nada temo. Confio na Justiça.

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