Com o título “Um olhar diferenciado ao paciente com tuberculose”, teve início nesta sexta-feira (7), no Centro Cultural Thaumaturgo Filho, o ciclo de capacitações promovido pelo Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas (CAPS AD III). O ciclo, programado para realizar encontros até o fim do ano é um projeto do Centro para dar visibilidade às questões de saúde e cuidados que envolvem a população moradora de rua e os usuários de drogas.

“O foco deve sempre ser nas pessoas”, disse Lina Costa
Neste primeiro encontro foi discutido com os participantes assuntos relacionados ao diagnóstico, tratamentos e prevenções da tuberculose, e como aplicar essas situações à realidade dos moradores de rua quando precisam de atendimento nas unidades públicas de ensino.
Facilitadora do Hospital Sírio-Libanês (SP) e profissional da saúde há 22 anos, a enfermeira Lina Costa foi a responsável pelo assunto do primeiro encontro, enfatizando que são necessárias novas modelagens entre profissionais e pacientes para que as pessoas que necessitam de cuidados não sejam desassistidas.
“O foco deve sempre ser nas pessoas. Quando se trata da população moradora de rua, uma série de elementos interfere para o tratamento adequado: preconceito, medo, falta de documentação da pessoa que necessita de atendimento… Nossa expectativa é que, através dessas ações, possamos contribuir para que essa parcela necessitada tenha acesso a este serviço de direito, que é o atendimento nas unidades públicas de saúde, sem sofrer discriminação”, disse Lina.
Para o enfermeiro Fagner Alfredo, da gerência de assistência à saúde do CAPS, as capacitações são a culminação de um planejamento que acontece há mais de um ano: “Houve uma situação em que entramos em contato com um morador de rua diagnosticado com tuberculose, e daí pensamos na necessidade de um encontro para destacar a importância do olhar mais humanizado neste tipo de atendimento”.
