A comissão de Segurança Pública da Assembléia Legislativa do Acre (ALEAC), esteve realizando na tarde desta quarta-feira, 5, no Centro Cultural de Brasileia uma audiência pública com os brasileiros que estudam, medicina e medicina veterinária, em Cobija capital do departamento de Pando na Bolivia.
Estiveram presente na audiência pública o presidente da comissão Deputado Jenilson Leite, os Deputados Gehlen Diniz e Antonio Pedro, as Deputadas Leila Galvão, Eliane Sinhasique e Maria Antonia, representantes da Imigração Boliviana Ana Clara e prefeita do município de Brasileia Fernanda Hassem.
O objetivo da audiência foi para tratar da situação dos brasileiros que são estudantes na Bolívia oriunda do requerimento de número 12I2017 de autoria do Deputado Jenilson leite. Algumas das dificuldades que os estudantes brasileiros estão passando no país vizinho são em relação aos vistos de permanência, que acabam ocasionando gastos para os estudantes.
Deputados foram ate Brasileia ouvir as dificuldades de estudantes da fronteira /Foto: Jardi Lopes
“Em função do pedido que nos fossem encaminhado para a comissão de segurança pública da Aleac nós Deputados resolvemos vim até Brasileia para que possamos dialogar com as autoridades bolivianas e os estudantes. Eu já fiz medicina no exterior e sei a dificuldade que é você poder estar em outro país, e com a finalização dessa conversa vamos estar saindo daqui com os encaminhamentos”, explicou Jenilson Leite, Deputado Estadual – Presidente da Comissão de Segurança.
Para que os brasileiros não fiquem de forma ilegal na Bolívia todos os seus documentos tem que estar completos com as assinaturas do Ministério da Educação (MEC), certificados de conclusão de ensino médio carimbado e traduzido para o espanhol e com o visto do MERCOSUL ou visto Fronteiriço.
“Há alunos que a imigração boliviana está cobrando o pagamento de multas com valores exorbitantes, com valores que chegam a cinqüenta mil reais (R$50 mil), mesmo estando com visto Fronteiriço em mãos. Isso quer dizer que os três primeiros períodos da faculdades nós estávamos ilegalmente na Bolívia, mas isso por conta de uma reunião que foi realizada na nossa faculdade com o reponsavél da imigração que falu que poderíamos ir nos regularizar e que não cobrariam multa e todos os estudantes foram e fizeram o visto fronteiriço conforme a imigração solicitou”, relatou Liane Rosas, estudante de medicina veterinária.
“Há alunos que a imigração boliviana está cobrando o pagamento de multas com valores exorbitantes”, relatou uma estudante /Foto: Jardi Lopes
Blitz na Fronteira
Nas primeiras horas dos dias 4 e 5 de abril a policia boliviana juntamente com a imigração realizaram blitz, no sentido Brasil Bolívia, na tranca de Epitaciolândia e na ponte da amizade em Brasileia. Os transeuntes tem que mostrar suas carteiras de identidades e falar o que estão indo fazer na Bolívia. As pessoas que estão a passeio estão sendo liberadas sem nenhuma advertência, já os estudantes tem que mostrar o visto seja MERCOSUL ou Fronteiriço.
Os estudantes que não possuem visto MERCOSUL estão sendo notificados com seus nomes anotados e são obrigados a pagar uma multa no valor de quatrocentos bolivianos que é o equivalente a duzentos reais, e são obrigados a voltar para suas casas sendo impedidos de irem para universidade.
