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“Eu não sou ladrão”, diz tesoureiro afastado do Sintae

Por JAIRO CARIOCA, DA CONTILNET

Demorou, mas o sindicalista Waldir França procurou a redação da ContilNet para se defender das acusações feitas contra ele no último dia 20 de março, pela presidente do Sindicato dos Técnicos Administrativos e Apoio Administrativo do Estado do Acre, Antônia Souza, a Toinha.

Segundo a denúncia, um rombo que vinha sendo identificado a cada fatura de um cartão corporativo teria chegado à casa dos R$ 7 mil. A movimentação estranha foi registrada a partir de novembro do ano passado, quando o cartão de crédito chegou no Sindicato dos Técnicos Administrativos e Apoio Administrativo do Estado do Acre.

Segundo a vice-tesoureira Eliete Pinto e a diretora de formação, Graça Alves, o sindicalista Waldir França foi ao banco Sicoob, registrou senha e teria começado a efetuar compras pessoais.

Waldir França /Foto: ContilNet

No levantamento feito pela presidente Antônia Souza, a Toinha, mais de R$ 7 mil teriam tido sua finalidade desviada. “Existem despesas com gasolina para carro e moto, o sindicato não possui veículos, material de construção e feira em supermercados”, confirmou Toinha.

Para a reportagem, Waldir França afirma que as acusações impostas por Toinha são “levianas”. Apresentando um documento manuscrito e com o verso rasurado, o sindicalista diz que fez, em Assembleia, a prestação de contas do período em que respondeu como tesoureiro do sindicato, entre 12 de julho de 2014 a dezembro de 2016, e cobra da presidente, a prestação de contas do seu período à frente da instituição.

“Ela foi ao banco e fez um empréstimo sem autorização do Conselho Fiscal e da categoria, isso sim é crime, ela vai responder por isso e por tentar me desmoralizar, vou representá-la por danos morais”, prometeu França.

Ao detalhar a entrada de recursos oriundos da arrecadação dos filiados, Waldir demonstra na prestação de contas que o dinheiro do sindicato paga com dificuldades as despesas da instituição. Segundo Waldir, o sindicato tem uma arrecadação mensal inferior a R$ 2 mil. O caso vem sendo investigado pela Policia Civil e agora segue na Justiça Comum.

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