Destaques na mídia nacional desde terça-feira (11), após a divulgação da lista e abertura de inquérito autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, relator dos processos da Lava Jato, os irmãos Tião e Jorge Viana, governador e senador do Acre respectivamente, são acusados de receber R$ 2 milhões da Odebrecht.

Suspeita apareceu após delação de Marcelo Odebretch /Foto: Reprodução
De acordo o Ministério Público Federal, desse total, R$ 500 mil foi declarado à Justiça Eleitoral e os outros R$ 1,5 milhão teriam sido ‘Caixa 2’. A suspeita tem como base a delação de Marcelo Odebrecht e do chefe do ‘setor de propinas’, que disseram que irmãos são identificados como ‘menino da floresta’ em ‘conta corrente’ controlada por Antonio Palocci.
Segundo as suspeitas do MPF, os documentos que envolvem os irmãos Vianas fazem parte do chamado “departamento de propina da Odebrecht. Contudo, Marcelo ainda ficou de apresentar provas na fase de delação premiada. O senador Jorge Viana afirmou através de nota que “não há nenhuma denúncia de corrupção contra nós, mas questionamentos sobre a arrecadação da campanha em 2010”.
Além disso, o senador acrescentou que existe uma crise institucional. “Do PMDB ao PSDB, passando pelo meu partido, o PT, mas também o DEM, PSD, PSB, PRB e PP, todos os representados no Congresso estão envolvidos nesta crise. Muitos são acusados de corrupção, outros têm de se explicar sobre suas campanhas”.
Tião Viana acredita na Justiça
Também em nota, o governador Tião Viana disse que tem “um histórico de combate à corrupção como ativista político, senador da República e governador do Acre” e que “defende a apuração de qualquer fato suspeito e a punição de qualquer um que tenha culpa provada. Portanto, também tenho integridade, coerência e coragem para não aceitar a sanha condenatória de setores poderosos que destroem reputações tomando apenas a delação interessada de corruptos apanhados no crime”.

Irmãos dizem que campanha foi feita de maneira limpa e que contra foram aprovadas pela Justiça /Foto: Reprodução
O governador petista acrescentou que “sobre a construtora Odebrecht, esta nunca realizou qualquer obra no Estado do Acre, portando, sequer poderia ter aqui qualquer tipo de interesse escuso ou legal. Nunca me reuni com o senhor Marcelo Odebrecht, com nenhum executivo da sua empresa nem de qualquer outra envolvida na Operação Lava Jato” e relatou que “as contas das minhas campanhas são públicas e foram aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral”.
Tião finalizou dizendo que: “Confio na Justiça, defenderei a minha honra com determinação e tomarei todas as medidas judiciais cabíveis contra os delatores da calúnia e os propagandistas da desonra”.
