A pedagoga Zeneide Diniz publicou em sua página pessoal do Facebook uma trágica situação em um trecho da BR-364, próximo ao Antimary, quando se deslocava de Sena Madureira para a Capital. A foto é de um buraco fundo que toma grande parte da estrada. No momento em que ela passava pelo local, dois caminhões atolaram na cratera por causa da grande quantidade de lama.
Zeneide disse ter ficado presa na estrada por causa do atolamento de dois caminhões /Foto: Reprodução
Segundo Zeneide, assim como esse buraco existem outros na mesma proporção tornando o tráfego de veículos bastante perigoso e fácil de causar graves acidentes. “Essa lama se formou devido ao acúmulo de água nos buracos que estava tampados com barro, causando atolamento de veículos que trafegavam pelo local. São buracos bem profundos complicados de passar, é preciso que o motorista tenha muita cautela ao passar por esse trecho que está crítico”, completou.
Trecho da BR-364 entre Rio Branco e Sena Madureira /Foto: Assessoria DNIT
De acordo com o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Acre, Tiago Caetano, até abril do ano passado o Estado tinha um contrato para prestar manutenção nesse trecho Rio Branco – Sena Madureira, que fica próximo ao Antimary. Em fevereiro deste ano, quando começou o período chuvoso, o DNIT no Acre desenvolveu um projeto de manutenção e deu encaminhamento para a execução, mas ainda de acordo com Caetano, o estado de Rondônia segurou até onde pôde para não levar o processo a diante.
“Ficou mais de quatro meses o processo parado em Rondônia, eles colocando dificuldades e desculpas de que precisavam de uma declaração de recurso e não tinha como emitir. Depois de muita luta e muita briga, a gente conseguiu ir a Brasília junto com o senador Gladson Cameli e em um dia conseguimos resolver em quatro meses o que ficou parado lá. Então a licitação para realização dos serviços, que era pra ter ocorrido no meio do ano passado, a gente só foi realizar em outubro de 2016”.
DNIT esclareceu dificuldades para investir na estrada /Foto: Assessoria DNIT
Caetano ressaltou ainda que em novembro do ano passado, quando foi divulgada a empresa vencedora da licitação para a manutenção do trecho, o superintendente do DNIT em Rondônia cancelou o processo sem justificativa, o que causou todo um transtorno e prejuízo à rodovia.
“Mesmo com todos esses empecilhos, no início deste ano uma equipe nossa já esteve nesse trecho específico que está numa situação bem crítica, dando uma amenizada e fazendo um serviço emergencial, abrindo valas laterais para escorrer a água das chuvas. Além disso, espalhamos solo para poder selar onde cedeu e não causar problemas mais graves até sair o novo contrato da licitação. Sabemos que temos outros pontos problemáticos, como a estrada para o aeroporto e após a Corrente. Nós estamos em conversa junto ao Exército e o Deracre para fecharmos uma parceria rápida e fechar inicialmente pelo menos os buracos mais críticos”, finalizou.
