A presidente do Sindicado dos Trabalhadores em Educação (Sinteac), Rosana Nascimento, veio a público denunciar o que ela chama de “manobra sorrateira e vingativa” por parte de setores do Governo do Estado e do sindicato denominado como “SinproAcre”.
De acordo com Rosana, a recente suspensão do registro do Sinteac seria a prova cabal da suposta influência exercida por gestores públicos em conjunto com a presidência do “sindicato pelego”, na tentativa de desqualificar o Sinteac e retroceder com as conquistas adquiridas pela categoria no decorrer da história.
Ainda de acordo com a sindicalista, os documentos apresentados como provas pela presidência do SinproAcre para desclassificar o Sinteac são de autoria e confiabilidade duvidosas, pois já estariam inclusive sendo enviados ao Juizado Especial Criminal para uma possível investigação.

Rosana Nascimento disse estar sendo perseguida por pedir desfiliação do PT /Foto: Reprodução
“Houve influência política, sim. O Ministério do Trabalho deve rever seu ato falho e nossos advogados estão cuidando disso. É até redundância dizer que o PT não perdoa ser contrariado. Vivemos numa ditadura interminável, e o patrão, leia-se o senhor Tião Viana, ainda adota medidas truculentas, antipáticas e covardes, pois sabe que tem o respaldo de um grupo de supostos defensores do trabalhador”, criticou Rosana.
A presidente do Sinteac e da Central Única do Trabalhador (CUT/AC) diz sentir-se perseguida pela atual gestão estadual após sua decisão de cortar laços e pedir a desfiliação do Partido dos Trabalhadores (PT), sigla representada pelo atual governador Tião Viana.
“Eles não perdoam e a traição vinda de dentro do próprio movimento sindical confirma todas as suspeitas de que a pauta dos educadores e funcionários de escola tem sido vendida, infelizmente, em troca de privilégios pessoais”, exclamou.
Responsável por liderar a histórica greve de 65 dias em 2017, Rosana questionou a representabilidade do sindicato supostamente apadrinhado pelo Governo em relação à pautas que vão de encontro com os direitos dos trabalhadores da Educação no Acre.
“Qual greve foi liderada por esses pelegos? Qual o enfrentamento do Sinproacre a esse governo? Qual luta eles fizeram para ficarmos na última referência? Onde estavam quando o Sinteac obteve essas conquistas?”, questiona Rosana.
