O Estudo Carreira e Maternidade 2017 divulgado pelo portal “Trocando Fraldas”, revela que o Acre ocupa o segundo lugar entres os estados brasileiros onde as mulheres mais encontram dificuldades para conciliar trabalho e maternidade.
De acordo com a pesquisa, feita com 11.000 mulheres de todo país entre os dias 19 e 24 de abril, 61% das acreanas que tiveram filhos considera mais improvável o sucesso profissional de mulheres com filhos. O Estado fica atrás apenas do Distrito Federal, onde 65% das mulheres na mesma situação têm esta impressão.
Influência da carreira na decisão de ter filho

61% das acreanas que tiveram filhos considera mais improvável o sucesso profissional de mulheres com filhos, diz pesquisa/Foto:Reprodução
A porcentagem relativa à dificuldade do sucesso profissional com filhos reflete a proporção de mulheres em cada local que concordaram com essa tese. A resposta a essa pergunta muitas vezes repercute também no medo de perder o emprego quando engravida. Consequentemente questiona-se se essa percepção e esse medo de fato influenciaram o comportamento de quem já tem filhos. Ainda segundo a pesquisa, 3 em cada 7 brasileiras têm ou tiveram medo de perder o emprego ao engravidar.
A pesquisa revela que apenas 22% das mulheres mudam seus planos de ter filhos devido ao trabalho, mas dois terços delas apenas adiam. O Acre foi considerado o Estado com as mulheres mais influenciadas, 8% das acreanas deixam de ter filho por causa do trabalho e apenas conseguiram ter antes ou depois de um emprego.
Dificuldades de voltar ao emprego após a licença Maternidade
Apenas 62% das mães recentes conseguem voltar ao trabalho com o fim da licença-maternidade. No Amapá, Acre e Mato Grosso do Sul são os estados onde as mulheres levam mais tempo, a licença maternidade para as funcionárias públicas é de seis meses. Em 62% dos casos de doença do filho a mãe tem que ficar em casa. A chance de o pai ficar em casa é 9 vezes menor.
