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Partidos preparam coalização para fortalecer candidaturas federais e estaduais na oposição

Por JAIRO CARIOCA, DA CONTILNET

Os partidos Solidariedade, PTB e PPS, liderados por Marcia Bittar, Charlene Lima e a presidente da CUT no Acre, Rosana Nascimento, preparam uma coalização visando maior representação na Assembleia Legislativa do Acre e na Câmara dos Deputados. O acordo vem sendo costurado desde o início do ano e ganhou força com a ida da publicitária Charlene Lima para o PTB.

Márcia Bittar, presidente do Solidariedade e Charlene Lima/Foto:Cedida

Em entrevista à ContilNet, Charlene afirmou que a sigla vai continuar na oposição focando na estruturação em todo o Estado e na formação de uma chapa forte para estadual e federal. O nome de Charlene é cotado para concorrer uma vaga na Câmara dos Deputados. “Eu recebi o desafio da nacional, deixei claro que o ‘meu tamanho’ é de estadual, mas que a construção de um projeto pé no chão e com comprometimento político pode viabilizar a minha ou qualquer outra candidatura para federal”, comentou a publicitária.

Afinada e determinada a mudar a história do Solidariedade no Acre, Marcia Bittar saiu na frente com o projeto de formar um bloco de pré-candidatos sem mandato em todo o Estado. Ela comemorou a vinda para o bloco dos partidos PPS e PTB. “O partido tem que ser visto como um instrumento que ajude a melhorar as condições de vida da população, mas também como uma empresa. Precisamos ganhar eleições e ter políticos com mandato”, disse Marcia ao avaliar o seu desafio com presidente regional do Solidariedade.

“Nossa ideia é contribuir com um debate colocando de forma muito independente”, diz Rosana Nascimento/Foto:ContilNet

Para a presidente do Solidariedade, o momento é de falar sobre renúncias, unidade e elevar o debate para os problemas que o Estado do Acre enfrenta. Ela citou as áreas de Segurança Pública e Saúde. Além disso acrescentou que a participação da mulher na luta social e da política, de modo geral, vai ajudar o Estado a sair da crise.

Rosana Nascimento é bem mais ousada, afirmou na manhã deste sábado (29) que, ideologicamente, as siglas não terão um perfil nem de Frente Popular e nem de oposição. “Nossa ideia é contribuir com um debate colocando de forma muito independente o que pensamos acerca de vários temas, não queremos rótulos dos grupos que estão aí”, comentou.Nesse sentido, Rosana disse também que tudo ainda está em construção, inclusive a proposta do seu nome ser um para concorrer à Câmara Federal. A sindicalista acrescentou que o pensamento é que todos possam concorrer em pé de igualdade.

Márcio Bittar/Foto:Reprodução

À frente dessa engenharia de coalizão está o presidente do ITV, o ex-deputado federal Marcio Bittar. Ele empresta sua experiência para o acordo acreditando que a união das siglas vai ajudar a candidatura da oposição tanto politicamente quanto tecnicamente, na construção do plano de governo. A articulação foi acelerada pelo tucano após resultados das pesquisas do Instituto Data Control, que o apontam na frente dos pré-candidatos Major Rocha (PSDB), Vagner Sales, Flaviano Melo e Tião Bocalom. Marcio tem papel destacado nesta organização.

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