Estudante afirma que apanhou e foi preso em Rio Branco apenas por ser homossexual

O estudante Jean Alves da Silva de Paula, de anos 24, registrou um boletim de ocorrência (BO) no qual acusa um policial civil de abuso de autoridade e crime de intolerância. “Ele me agrediu única e exclusivamente porque eu sou homossexual”, alegou o jovem, que apresentava escoriações no peito e pescoço. A agressão teria acontecido na Delegacia da Mulher (Deam), na tarde de quarta-feira (14).

De acordo com o registro policial na corregedoria, Jean estava acompanhando a adolescente M.G.P.O, que havia se envolvido em uma briga com outras duas mulheres, sendo assim, ele estaria na delegacia apenas acompanhando a amiga enquando esta registrava a ocorrência. Entretanto, o jovem alega ter sido constrangido e agredido no local.

Jean de Paula concedeu entrevista ao jornalista Jorge Natal /Foto: ContilNet

“Um policial chamado Jorge, abruptamente, disse para todos irmos para uma cela. Eu disse que a menor não poderia ficar ali e peguei o meu celular para chamar um advogado. Nesse momento, ele bateu na minha mão e o celular caiu no chão completamente danificado”, conta o jovem, que recebeu voz de prisão e teria sido obrigado a ficar de cuecas e entrar uma cela aos empurrões.

O denunciante também afirma que teria levado socos no peito, além de ser sido injuriado por causa da sua orientação sexual. “Depois que estava preso, ele gritou no corredor: ‘Será que esse viado pensa que é mulher’?”, desabafou o rapaz, dizendo que se sentiu humilhado e ameaçado pelo policial. “Ele teve a audácia de pegar uma arma”, alegou Jean.

Jovem apresentou marcas da suposta agressão /Foto: ContilNet

De posse da ocorrência e do exame de corpo de delito, o estudante procurou a corregedoria da Polícia Civil e o Ministério Público. “Esse policial é um despreparado, desequilibrado e homofóbico”, declarou a vítima, assegurando que vai também procurar a secretaria estadual de Direitos Humanos.

A reportagem não conseguiu falar com a assessoria de impressa da secretaria de Segurança até o fechamento desta matéria. Contudo, a ContilNet deixa o espaço aberto para que todas as pessoas e instituições citadas apresentem suas versões da ocorrência.

 

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