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De 280 assassinatos, 116 ainda não foram elucidados pela Delegacia de Homicídios em Rio Branco

Por ASTORIGE CARNEIRO, DA CONTILNET

Instalada em junho do ano passado, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) contabiliza, em quase um ano, mais de 280 assassinatos em Rio Branco. Destes, cerca de 116 ainda aguardam envio para o Judiciário, ou seja, ainda não tiveram elucidação. As informações são baseadas desde a instalação da delegacia, em junho do 2016, até junho deste ano.

Atualmente, a unidade é inserida na Divisão de Investigação Criminal (DIC), no bairro Cadeia Velha, e possui 16 agentes de polícia, dois escrivães e dois delegados atuando nos casos. Porém, essa equipe está com apenas um mês de atuação: anteriormente, a equipe contava apenas com um escrivão, um delegado e cinco agentes.

Delegado Rêmulo Diniz (Aline Nascimento)

Segundo o delegado Rêmulo Diniz, 60% dos homicídios já estão elucidados, sendo que alguns casos já foram encaminhados para a Justiça e outros aguardam julgamento: “Dos 149 homicídios, 55 já foram remetidos para a Justiça e se tornaram procedimentos. Tenho mais 28 prontos em cima da minha mesa, o que dá 83 casos. Estamos com a autoria determinada [dos 28 casos], mas falta alguma coisa. Temos provas, a autoria, mas o processo ainda não foi concluído”, disse Rêmulo.

Há também a questão dos crimes envolvendo menores ou crianças, que são encaminhados para a delegacia especializada do caso. Porém, os inquéritos envolvendo os adultos ficam com a DHPP. Rêmulo explica que os casos de crianças são encaminhados para a Delegacia da Criança e do Adolescente, mesmo tendo alguns maiores envolvidos. “Têm casos que elucidamos a autoria, mas descobrimos outros envolvidos e instauramos outros inquéritos, o que gera novos números”, explicou.

Há cerca de um mês, a Segurança Pública montou uma equipe de peritos para trabalhar diretamente com a DHPP, intitulada de Seção Pericial de Homicídios (SEPH). Diniz explicou que os agentes vão aos locais de assassinatos e tentativas de homicídio para pegar imagens das câmeras de segurança, depoimentos e provas para prender os autores dos crimes ainda em flagrante.

“Antes era uma equipe para tudo e muitas das vezes já tinham quatro a cinco procedimentos. Aí o rabecão ia lá junto conosco, fazia o que tinha que fazer, retirava o corpo e o perito não ia porque não tinha equipe. Agora a equipe soube da morte, se desloca só para fazer isso. Foi criada uma estrutura de perícia somente para nós”, finalizou.

Com informações do G1 Acre

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