Mototaxistas de Rio Branco denunciam suposto tratamento truculento da RBTrans

Um grupo de mototaxistas procurou a Central Única dos Trabalhadores (CUT) para denunciar que os agentes da Superintendência de Trânsito de Rio Branco (RBTrans), segundo eles: “Estão extrapolando suas competências legais e apreendendo as motos por qualquer irregularidade”, informou Rosana Nascimento, presidente da CUT no Acre.

Segundo informou, os mototaxistas se sentem perseguidos, pois recebem multas até com as motos paradas nos pontos de trabalho, com o agravante de que estas motos serem recolhidas simplesmente por estarem com multas aplicadas e ainda não pagas. Reclamam também que não podem deixar o colete identificador sobre a moto que, ao retornar já tem uma multa aplicada. Segundo eles informaram, as multas e taxas são abusivas.

Mototaxistas se sentem perseguidos, pois recebem multas até com as motos paradas nos pontos de trabalho/Foto:Reprodução

O grande questionamento, segundo Rosana Nascimento, é saber qual o limite de atuação destes agentes de trânsito. “Eles podem ficar coagindo e intimidando estes trabalhadores como bem quiserem, sem uma conduta pautada pelo respeito aos cidadãos de bem?”, questionou a sindicalista.

Ela acrescentou que os mototaxistas informaram que, estranhamente, não se vê a mesma intensidade ação para coibir os serviços dos “pirangueiros”, como são chamados os mototaxistas que trabalham na clandestinidade. “São pessoas que estão trabalhando dentro das leis, pagando todas as taxas, impostos e não estão cometendo nenhum ato criminoso para serem destratados diariamente na labuta de ganhar o pão de cada dia”, ponderou.

A dirigente sindical avalia que a prefeitura do Rio Branco não precisa penalizar estes profissionais de forma tão arbitrária e decisiva. “A municipalidade deve considerar que os mototaxistas pagam uma série de taxas e impostos para terem suas motos legalizadas, gerando renda para a prefeitura”, ressaltou.

Rosana Nascimento lembrou ainda que uma reclamação da categoria é o custo altíssimo de implantação do mototaxímetro, no valor de R$ 900 reais, diante do volume de impostos pagos por estes trabalhadores que se sentem acuados e perseguidos, trabalhando como se não tivessem direitos.

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