Líderes do Sindicato do Trabalhadores Rurais de Xapuri (STR), distante 180 quilômetros da Capital, estiveram na manhã desta terça-feira (4) na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) e alertaram os deputados sobre a tensão na zona rural do município. Segundo eles, seringueiros com 30, 40 e até 50 anos de posse estão sendo expulsos por fazendeiros. As áreas disputadas são todos os seringais antigos que ficaram fora da Reserva Extrativista Chico Mendes (Resex).

Seringalistas se reuniram com deputados nesta manhã na Aleac/Foto:ContilNet
Segundo o presidente do STR, Assis Monteiro, as áreas afetadas são parte dos seringais Esperança, Lua Nova, São Pedro, Iracema, São José e uma área conhecida por Sagarana, que envolve os seringais Albrácia, Porto Franco, Novo Catete, Boa Vista, Nazaré Floresta e Bosque. “Todas essas áreas são reivindicadas por fazendeiros, que estão ganhado as causas na Justiça”, denunciou o sindicalista.

Seringalistas temem perder suas terras/Foto:ContilNet
Ainda de acordo com ele, cerca de 500 famílias estão morando no local, o que pode gerar tensão e resistência com as ações judiciais. “Os seringueiros podem resistir às expulsões da mesma forma que foram os empates nas décadas de 70 e 80”, ameaçou Assis Monteiro.

Eles alegam que a situação é tensa nas terras localizadas em Xapuri/Foto:ContilNet
O presidente Comissão Agrária na Aleac, Lourival Marques (PT), compromete-se a verificar a situação, bem como solicitar à Justiça a apresentação de documentos que comprovem as posses. “Se tem moradores com até 50 anos é porque eles são remanescentes dos seringais. Este poder não pode nem ficará omisso, vez que já conhecemos as consequências desses conflitos”, alertou o parlamentar.
