Maria Rosângela de Lima Leão, uma jovem de 18 anos, viu seu bebê nasceu morto. O fato ocorreu no último domingo (9) em uma sala do Hospital do Município de Jordão, distante cerca de 450 quilômetros de Rio Branco. Rosângela, que acusa a equipe médica de negligência, apresentou uma notícia-crime na delegacia de polícia.
A morte da criança pode ter ocorrido por violência obstétrica e a ausência de uma cirurgia cesariana, vez que a médica, identificada por Milena Sampaio, depois de examiná-la, mando-a para casa para esperar o serviço de parto. No entanto, a mãe da jovem, Marinês de Lima Leão, disse que enfermeiro subiu na maca e pressionou a barriga da jovem com os joelhos, o que, segundo a vó, pode ter ocasionado a morte da criança.
“Eu estava do lado e tentei impedir aquilo, mas a médica mandou eu calar a boca. Eu nunca vi uma coisa dessas. Minha filha estava morrendo e aqueles monstros não paravam. Quero justiça”, disse Marinês, que presenciou o bebê ser retirado “à força”, já sem vida, e apresentando hematomas pelo corpo.
Rosângela e a família acreditam que morte de bebê ocorreu por negligência/Foto:ArquivoPessoal
A mulher em trabalho de parto teria recebido ordens, em voz alta, para fazer força. “Ela [médica] perguntava se eu não era mulher. Eu tinha que fazer força para o bebê sair, mas eu não tinha mais força. Eu estava desmaiando, com medo e com muita vergonha, pois seria mãe pela primeira vez”, disse Rosângela.
A jovem contou ainda que chegou ao hospital por volta de 13 horas, e estava se sentindo bem. A própria médica, segundo ela, decidiu que o bebê deveria nascer logo, segundo a mãe da parturiente. “Eu pedi explicações. A médica disse que minha filha tinha matado o bebê. Quando vi que ela e meu neto corriam riscos, pedi para mandar os dois para Tarauacá. O hospital disse que não tinha como arrumar um avião”, relembrou a vó.
O OUTRO LADO
Procuradas pela reportagem, as pessoas citadas na matéria enviaram as seguintes notas de esclarecimento:
Por fim, a reportagem também deixa claro que os termos utilizados pelos envolvidos nos esclarecimento são em resposta ao primeiro jornal que veiculou esta notícia e não necessariamente ao texto da ContilNet.

