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Violência obstétrica: jovem acusa equipe médica por morte de bebê no município de Jordão

Por JORGE NATAL, DA CONTILNET

Maria Rosângela de Lima Leão, uma jovem de 18 anos, viu seu bebê nasceu morto. O fato ocorreu no último domingo (9) em uma sala do Hospital do Município de Jordão, distante cerca de 450 quilômetros de Rio Branco. Rosângela, que acusa a equipe médica de negligência, apresentou uma notícia-crime na delegacia de polícia.

A morte da criança pode ter ocorrido por violência obstétrica e a ausência de uma cirurgia cesariana, vez que a médica, identificada por Milena Sampaio, depois de examiná-la, mando-a para casa para esperar o serviço de parto. No entanto, a mãe da jovem, Marinês de Lima Leão, disse que enfermeiro subiu na maca e pressionou a barriga da jovem com os joelhos, o que, segundo a vó, pode ter ocasionado a morte da criança.

“Eu estava do lado e tentei impedir aquilo, mas a médica mandou eu calar a boca. Eu nunca vi uma coisa dessas. Minha filha estava morrendo e aqueles monstros não paravam. Quero justiça”, disse Marinês, que presenciou o bebê ser retirado “à força”, já sem vida, e apresentando hematomas pelo corpo.

Rosângela e a família acreditam que morte de bebê ocorreu por negligência/Foto:ArquivoPessoal

A mulher em trabalho de parto teria recebido ordens, em voz alta, para fazer força. “Ela [médica] perguntava se eu não era mulher. Eu tinha que fazer força para o bebê sair, mas eu não tinha mais força. Eu estava desmaiando, com medo e com muita vergonha, pois seria mãe pela primeira vez”, disse Rosângela.

A jovem contou ainda que chegou ao hospital por volta de 13 horas, e estava se sentindo bem. A própria médica, segundo ela, decidiu que o bebê deveria nascer logo, segundo a mãe da parturiente. “Eu pedi explicações. A médica disse que minha filha tinha matado o bebê. Quando vi que ela e meu neto corriam riscos, pedi para mandar os dois para Tarauacá. O hospital disse que não tinha como arrumar um avião”, relembrou a vó.

O OUTRO LADO

Procuradas pela reportagem, as pessoas citadas na matéria enviaram as seguintes notas de esclarecimento:

Por fim, a reportagem também deixa claro que os termos utilizados pelos envolvidos nos esclarecimento são em resposta ao primeiro jornal que veiculou esta notícia e não necessariamente ao texto da ContilNet.

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