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Eliane Sinhasique denuncia uso de rapé com cocaína nas escolas de Rio Branco

Por JORGE NATAL, DA CONTILNET

A deputada estadual Eliane Sinhasique (PMDB) denunciou na manhã desta terça-feira (29), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o uso de rapé com cocaína nas escolas de Rio Branco. “Fui procurada pelo diretor da Escola Lourival Pinho, que, aterrorizado, dize-me que alguns alunos estariam fazendo uso da substância e teriam passado mal”, denunciou a parlamentar, recomendo aos pais para observem o comportamento de seus filhos.

A tradição indígena, que nos remete à época colonial, já foi absorvida pela juventude que usa os banheiros dos estabelecimentos de ensino ou mesmo os locais escondidos para cheirar o pó marrom, oriundo do tabaco e outras substâncias. “Acontece que estão cheirando rapó”, enfatizou Sinhasique.

Sinhasique segue implacável no combate às drogas /Foto: Assessoria

O rapé é feito do tabaco e este, por sua vez, possui nicotina, uma substância que pode causar dependência. “No caso do rapé, a nicotina é absorvida pelo organismo na forma in-natura, diferentemente do cigarro, por exemplo, onde há a combustão e consequente liberação de um número maior de substâncias nocivas, mas isto não isenta o rapé, seu uso desmesurado, mesmo de forma recreativa”, explicou a parlamentar, que está fazendo uma cruzada contra as drogas.

A substância é usada com frequência em todos os povos indígenas do Acre. Recentemente um índio Huni Kui foi preso no município de Feijó portando rapé com cocaína.

Alguns índios, individualmente, chegam a produzir até 40kg de rapé mensalmente. Além disso, nas cidades, os não índios produzem rapé e comercializam como sendo de origem indígena. Vários sites, dentro e fora do Brasil, também comercializam abertamente o produto, inclusive com outras misturas exóticas.

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