Na manhã desta quarta-feira (2) cerca de 80 servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Acre (Ufac) fizeram um protesto contra a redução de recursos para as universidades.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do 3º Grau (Sintest), Iroélio Alves de Sousa, disse que o movimento tem como foco unir professores, trabalhadores e estudantes em defesa da Ufac.
“A orientação da nossa federação é que as universidades brasileiras fiquem todas paradas hoje, para fazermos esse ato conjunto em defesa das universidades públicas e contra ao corte de verbas. Queremos mais qualidade e mais recursos para termos um bom funcionamento. Isso tudo está acontecendo por conta dos cortes que o governo federal já anunciou”, explicou.

“A orientação da nossa federação é que as universidades brasileiras fiquem todas paradas hoje”, explicou presidente do Sinteste /Foto: G1AC
A reitora em exercício da Ufac, Guida aquino, enfatizou que essa é uma realidade que ocorre em todas as unidades do Brasil nesta quarta (2). Segundo ela, houve uma reunião de reitores na qual todos manifestaram apoio a esse momento, e que os cortes orçamentários podem chegar à demissão de terceirizados entre outros serviços, ou seja, são várias pautas que hoje o governo federal afeta.
O presidente do Diretório Central dos Estudantes no Acre (DCE), Richard Brilhante, disse que a maior preocupação é com a paralisação que pode ocorrer. Segundo ele, o corte que a universidade sofreu de 16% nas verbas pode prejudicar o funcionamento da instituição e que isso reflete em R$ 11 milhões.
“A Ufac só tem recurso para trabalhar até setembro e nossa preocupação maior é que a partir desse período a gente feche as portas, como fechou a universidade estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e como tem previsão de fechar até agosto várias outras universidades”, disse.
Com informações do G1.
