O Encontro de Governadores do Brasil acabou, mas continua rendendo. Depois da colunista Andreza Matais, do Estadão, destacar as alfinetadas de Tião Viana durante discurso, o colunista Sérgio Pires falou sobre a inutilidade do evento.
Sérgio é colaborador do Gente de Opinião, atua na SIC TV, onde apresenta aos sábados o programa Direto ao Ponto, e diariamente o “Papo de Redação” na rádio Parecis FM em Rondônia. Para ele, que escreveu sobre o assunto em uma coluna, o evento foi rodeado de “conversa, discurso, papo antigo, mas, de ações práticas, muito pouco”.
Encontro reuniu diversas autoridades no Acre/Foto: Reprodução
“Já se sabe qual é o problema; quais suas causas e as formas para combater o crime. O que não existe é um plano real de ação e muito menos dinheiro para realizá-lo. O governo do Acre, contudo, pediu 13 milhões da União para cuidar das fronteiras. Com um projeto isolado, é claro que isso não resolve”.
Em determinado trecho, Sérgio indaga: “Quando, então, teremos uma ação efetiva (e não discurso) de combate ao tráfico de drogas e contrabando de armas nas nossas fronteiras abandonadas?”.
Veja, na íntegra, a nota:
O problema é nas fronteiras, mas os governadores da região norte pediram dinheiro foi para construir mais presídios. Na Carta do Acre, depois da reunião dos noves governadores do norte e outros 13 de vários outros Estados, foi pedida a liberação de 900 milhões de reais para o fortalecimento do sistema penitenciário. Essa questão é importante, claro, mas o destaque maior, o das fronteiras desguarnecidas, ficou aparentemente num segundo plano. O presidente Temer, que não compareceu ao encontro, conforme agendado, pela crise na uretra, que o levou a uma cirurgia, enviou mensagem Governadores, garantindo apoio federal para a luta contra o crime organizado e destacando a necessidade de controle de fronteiras. Ou seja, conversa, discurso, papo antigo, mas, de ações práticas, muito pouco. Já se sabe qual é o problema; quais suas causas e as formas para combater o crime. O que não existe é um plano real de ação e muito menos dinheiro para realizá-lo. O governo do Acre, contudo, pediu 13 milhões da União para cuidar das fronteiras. Com um projeto isolado, é claro que isso não resolve. Quando, então, teremos uma ação efetiva (e não discurso) de combate ao tráfico de drogas e contrabando de armas nas nossas fronteiras abandonadas?
