Mais de 350 cidades brasileiras correm risco de ter surto de dengue, zika e chicungunha; Acre omite dados

357: esse é o número de cidades brasileiras com presença de larvas do mosquito Aedes aegypti, causador da dengue, zika e chicungunha em mais de 4% das residências. A informação faz parte do levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) 2017, divulgado nesta terça-feira (28) pelo Ministério da Saúde.

O problema é que esse número pode ser maior: de acordo com o Jornal Extra, Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal não repassaram informações para a pesquisa.

Também chamado de mapa da dengue, o LIRAa mostra ainda que 28,8% dos municípios estão em alerta, quando a proporção de casas com larvas do mosquito é de 1% a 3,9%. E 62% apresentam índices satisfatórios, ou seja, menos de 1% de imóveis infestados.

Dados não estão sendo divulgados/Foto: Assis Lima

O problema é que Estados como o Acre omitiram os dados e essa realidade pode ser pior em outras localidades. O governo falou sobre isso, pela última vez, em fevereiro, quando destacou no site estatal ‘Notícias do Acre’ um boletim epidemiológico que mostrou redução em casos confirmados da dengue. Desde então, não foram divulgados dados atualizados.

Em outubro, com a manchete “Saúde apoia municípios em mobilização nacional contra a dengue no Acre”, o governo mostrou preocupação em acabar com focos da doença, mas não mostrou dado nenhum.

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