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“Nós somos um bolsa família de luxo”, diz presidente da Acisa ao analisar economia do Acre

Por REDAÇÃO CONTILNET

“Nós somos um bolsa família de luxo”, disse o presidente da Associação Comercial do Acre (Acisa) ao analisar a economia do Acre no programa Gazeta Entrevista, nesta semana. Para ele, o Acre continua totalmente dependente dos repasses do Governo Federal, resultado de uma economia fraca e da falta de investimentos no agronegócio.

“O meu sonho como acreano por opção é ver o Acre não dependendo de repasses da União. Se a gente pegar as despesas do Estado, que giram em torno de R$ 6 bilhões, e nossa arrecadação, que não ultrapassa os R$ 3 bilhões, veremos que somos totalmente dependentes”, analisou o empresário.

Celestino Bento disse que o país volta a entrar nos trilhos com resultados tímidos/Foto: Reprodução

Celestino Bento disse que o país volta a entrar nos trilhos com resultados tímidos, mas motivantes da economia nacional após o declínio entre 2015 e 2016. Para ele, a recuperação deve ser lenta, ultrapassar os dois anos. Ele citou o setor automobilístico como o primeiro beneficiado nessa fase de recuperação da economia. “Tem setor que perdeu entre 30% e 40%, não dá para recuperar isso em menos de dois anos, mas os números são animadores”, comentou Bento.

Ele frisou que o setor empresarial, o primeiro sente os efeitos de uma crise, tem uma responsabilidade social muito grande, fazendo o possível para manter o equilíbrio e não demitir. “Mas chegamos ao limite, tivemos que dissolver”, acrescentou.

Ao afirmar que “o Brasil anda no automático”, Bento fez duras críticas às disputas políticas que tem como meta apenas o poder, sem uma preocupação com a sociedade. Ele disse que se os interesses pessoais fossem menores, o país seria de primeiro mundo.

“Precisamos mudar para uma gestão mais ousada que vise a população de um modo geral. A Acisa tem um trabalho de conversar e dialogar para evitar a oneração aos consumidores. Contudo, a medida que o governo aumenta a taxa tributária, enfraquece as empresas e provoca o desemprego”, falou o presidente da Acisa.

Ainda de acordo Celestino Bento, raras vezes o empresariado é chamado a dar opinião. Para ele, um erro primário do gestor com o setor produtivo que gera emprego e paga impostos. “Nós é que produzimos as maiores riquezas”, enfatizou.

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