Anúncio de que Marcus vai se mudar para o Juruá é ridicularizado por internautas


Segundo Altheman, a informação foi confirmada pela sua assessoria de comunicação da prefeitura de Rio Branco

Foto capa REDAÇÃO CONTILNET

À beira do abismo

A decisão do prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre (PT), de morar uma temporada em Cruzeiro do Sul é um aceno de que sua virtual candidatura ao governo faz água. À beira do abismo, como certamente mostram as pesquisas de intenção de voto (para consumo interno da Frente Popular), Marcus toma uma atitude inédita na história dos governos petistas.

 

Abril

Com malas, cuia, papagaio e periquito, o petista tem data marcada para desembarcar na terra da farinha: segundo o jornalista Leandro Altheman, do site Juruá em Tempo, sua chegada está prevista para o período que compreende os dias 8 e 10 de abril, logo depois de se desincompatibilizar do cargo.

Equipe

Informou o repórter do Juruá em Tempo que “Uma equipe juntamente com sua esposa irão (sic) alugar e mobiliar uma casa, provavelmente em um dos bairros mais próximos ao centro da cidade”.

Confirmação

Segundo Altheman, a informação foi confirmada pela sua assessoria de comunicação da prefeitura de Rio Branco.

Em baixa

Ora, uma vez que Jorge Viana, Binho Marques e Tião Viana não tiveram que adotar o mesmo expediente, é óbvio que a aceitação de Marcus Alexandre na região do Juruá é a pior desde que o PT chegou ao poder no Acre, em 1998.

Pura hipocrisia

E a julgar pela reação à notícia, publicada no Facebook, o tiro deverá sair pela culatra. Nos comentários feitos pelos internautas, a maioria ridicularizou a decisão de Marcus Alexandre de mudar-se para Cruzeiro do Sul. De fato, nada poderia ser mais hipócrita que isso!

Perguntar não ofende

Cabe, ainda, um questionamento sobre a mudança do prefeito da capital para o Vale do Juruá: a ‘equipe’ que vai cuidar do aluguel do imóvel, junto com a primeira-dama do município de Rio Branco, compõe o staff da prefeitura ou do governo?

Desculpa esfarrapada

O pior, talvez, seja a justificativa para a mudança de endereço. Segundo a matéria “Marcus Alexandre teve uma presença muito forte na região no período em que esteve no Deracre, especialmente por ocasião da construção das pontes”. E a intenção, portanto, seria ‘revisitar amigos, comerciantes e lideranças políticas desse período’.

Nada convincente desta vez

Para revisitar os amigos, o prefeito petista não precisaria se mudar para o Juruá, não é mesmo? Quem sabe na próxima matéria sobre sua ida para o Juruá os companheiros não inventam um pretexto melhor…

Endosso

Em artigo intitulado “O governo do Acre assume a própria incompetência”, o presidente do Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed-AC), ginecologista Ribamar Costa, endossou o que a coluna sustentou no último final de semana sobre a terceirização do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), além de três – e não duas, como havíamos dito – unidades de pronto atendimento (UPAs) da capital.

Tarde demais

“O reconhecimento da incompetência veio tarde demais! A arrogância por tantos anos prejudicou em muito a população que enfrenta filas para cirurgia, a falta de leitos, a falta de medicamentos. Problema que se agrava ainda mais na área dos serviços de urgência e emergência, como o do Hospital de Saúde Mental do Acre (Hosmac), onde não existem medicamentos utilizados para tratar pacientes com surtos, diagnosticados com doenças psiquiátricas”, assegurou o autor no texto mencionado.

Manutenção dos apaniguados

O presidente do Sindmed-AC, tal qual este colunista, criticou ainda em seu artigo a manutenção dos cargos de confiança. “Em vez de reduzir a imensa folha de pagamentos de cargos de confiança, de afilhados políticos, o governo dos ‘trabalhadores’ enfiou suas afiadas garras no coração dos servidores públicos com o aumento do valor da contribuição previdenciária de 11% para 14%”.

Estranhos no ninho

Costa vai além: ele deplorou que a Sesacre tenha sido “conduzida por professores, um procurador, pastores e um representante de serviços do Detran. Deu no que deu”, afiançou.

Sob suspeita

O médico ginecologista ainda levanta suspeitas sobre a fiscalização dos R$ 15 milhões mensais que serão repassados às chamadas organizações sociais que cuidarão da gestão nas unidades de saúde citadas.

Conversa de político

E conclui Ribamar Costa: “Até hoje não é possível visualizar no portal da transparência do governo do Estado os recursos utilizados no Pró-Saúde! Como podemos acreditar que esses R$ 15 milhões serão revertidos em benefícios para a população? O brasileiro não pode acreditar apenas em discursos políticos vazios e sem resultados efetivos”.

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