Bocalom declara apoio a Gladson na hipótese de segundo turno contra Marcus Alexandre


Atual presidente do Democratas acredita que eleição ao governo será decidida entre o coronel e Cameli

ARCHIBALDO ANTUNES

O presidente do Democratas no Acre, Tião Bocalom, afirma que o desgaste do Partido dos Trabalhadores nas esferas estadual e federal terá um impacto fulminante sobre o pré-candidato ao governo pela Frente Popular, o prefeito da capital Marcus Alexandre. Em suas andanças pelos bairros da capital e do interior do estado, Bocalom assegura que a rejeição ao petismo é implacável e irreversível.

Segundo ele, os escândalos consecutivos protagonizados pelo PT no âmbito nacional, e a acusação que presa sobre Marcus Alexandre nas investigações da Operação Buracos, da Polícia Federal, na qual ele é acusado de participar de um esquema de desvio de mais de R$ 700 milhões destinados a construção e recuperação de estradas no Acre, têm causado desgastes à imagem dos líderes petistas.

Por essa razão, Bocalom não descarta a hipótese de que o postulante à sucessão do governador Tião Viana não consiga, sequer, chegar ao segundo turno das eleições para o governo. Caso contrário, com a disputa a se dar entre Marcus Alexandre e o senador Gladson Cameli, Bocalom afirma que apoiará este último. “Nosso adversário é o PT”, enfatiza.

Em meio à indefinição sobre os rumos que tomará o DEM no estado, com a possibilidade de que a presidência da executiva estadual seja transferida ao deputado federal Alan Rick, Bocalom assegura que a prevalecer essa decisão, ele não permanecerá no partido.

Caso isso não ocorra, seu apoio incondicional ao coronel Ulysses Araújo, pré-candidato ao governo, esbarrará na pretensão do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (RJ), de disputar o Palácio do Planalto. Aliado do também presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), Ulysses não poderia concorrer às eleições pelo DEM sem aderir à campanha de Maia.

Ainda assim, outra indefinição ronda o Democratas, uma vez que o consenso na sigla é que a candidatura do parlamentar carioca só se tornará oficial caso le atinja, nos próximos meses, o percentual mínimo de 7 pontos percentuais nas pesquisas eleitorais.

APOIO QUE VEM DE LÁ

Ainda sobre o enorme desgaste do PT, o ex-prefeito de Acrelândia, postulante a uma vaga na Câmara Federal, assegura ter recebido manifestações de apoio de filiados do partido do governador Tião Viana, insatisfeitos com o desempenho de sua gestão.

Perguntado se o DEM tem mantido conversas com outras siglas sobre possíveis alianças, Bocalom respondeu que eles é que têm sido procurados por dirigentes partidários interessados numa possível coalização.

 

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