Rosana critica projeto que direciona venda da castanha e sacrifica extrativistas do Acre: “indecente”


Rosana alertou para um desestímulo sem volta ao extrativismo, fazendo com que os produtores percam o interesse e busquem sobrevivência na cidade

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Poucos extrativistas compareceram à audiência pública, na Federação da Indústria do Acre (Fieac), nesta segunda-feira, para debater o projeto de lei que proíbe a venda da castanha a empresas de fora. A proposta, apresentada pelo deputado Heitor Júnior, foi considerado pela oposição como “nefasto e nocivo”. A presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Rosana Nascimento, concorda que o projeto “atende aos interesses dos empresários e acaba com a livre concorrência, causando ainda mais prejuízos aos extrativistas que não poderão comercializar o produto a quem apresentar a melhor proposta de compra. “Um duro golpe no bolso, na saúde e na perspectiva destas famílias. Mas nós vamos resistir, pois propostas dessa natureza devem ser enterradas”, disse Rosana.

Segundo Rosana, o projeto irá, inevitavelmente, direcionar a compra à Cooperacre, cooperativa com estritos laços com o governo do PT, e à Casa do Seringueiro, que pertence ao prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim. Depois que a lei foi amplamente divulgada pela imprensa ligada ao governo, o preço da lata da castanha despencou de R$ 120,00 para R$ 40,00. “É uma proposta indecente, que, certamente, irá desencadear uma onda de desemprego e falência dos extrativistas acreanos”, opinou a sindicalista. Ela discursou para uma platéia lotada de empresários, segundo a CUT os principais interessados no assunto.

Rosama: “Não deixaremos que aconteça o que ocorreu com o Fogo Zero”

“Não deixaremos que aconteça o que ocorreu com o Fogo Zero, em que o agricultor entrou em decadência total por ser proibido de queimar para plantar o que comer. O castanheiro não vai se sacrificar para colher castanha para vender por quase nada. Não permitiremos”, afirmou

A presidente da CUT alertou para um desestímulo sem volta ao extrativismo, fazendo com que os produtores percam o interesse e busquem sobrevivência na cidade. Em nome da CUT, Rosana cobrou uma lei estadual capaz de dar condições para os extrativistas agregarem valor na sua castanha, ao invés de taxa o preço do produto e sacrificando estas famílias rurais.

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