Petistas criticam ‘vice’ de Gladson; indício de que erraram na escolha de Emylson?


Com o governo imerso em inanição e um candidato na mira da PF, o jeito é falar mal dos adversários

Foto capa ARCHIBALDO ANTUNES, DA CONTILNET

Cotadíssimo 

Ilderlei Cordeiro (MDB) é um forte candidato a pior prefeito do Acre. E quem mora em Cruzeiro do Sul não desmente tal afirmativa. Moradores do município colecionam razões para crer que o governo municipal vai de mal a pior.

Cada vez mais só

Um vereador aliado do prefeito, que pediu para não ter o nome divulgado, confidenciou que a base de apoio de Ilderlei na Câmara míngua em decorrência do tratamento que lhes é dispensado. Além disso, os três vereadores do PDT na Casa, que antes compunham a tropa de choque governista, foram convocados à capital para assinar um termo de compromisso que os obriga a compor o bloco de oposição.

Impopular

Inábil no trato com a imprensa – a ponto de ter provocado os profissionais da região com a afirmativa de que lhe fazem críticas diárias por não receber benesses da prefeitura –, Cordeiro insiste em desgostar a população por uma série de medidas impopulares.

Lixo

Dia desses, por exemplo, ele fez aprovar, na Câmara, uma taxa sobre o recolhimento do lixo doméstico. A população, claro, desaprovou.

Aos ‘irmãos’, tudo!

Mais recentemente, segundo fonte da coluna que vive no município, o alcaide demitiu dezenas de pessoas da prefeitura para, no lugar delas, nomear integrantes de sua congregação religiosa. Deus, em sua infinita bondade, certamente perdoará Ilderlei. Os eleitores, provavelmente não.

Mandato de destaque

Deputado federal Alan Rick (DEM) tem tido uma atuação impecável na Câmara dos Deputados. Sem medo de debater – e se contrapor a – temas polêmicos (como a liberação indiscriminada do aborto, conforme defendem os representantes da esquerda no Congresso Nacional), Alan tem se destacado na defesa da manutenção da família tradicional e do direito à vida embrionária e fetal.

Iniciativa louvável

Mas o maior feito de Alan Rick, na opinião da coluna, foi aprovar uma emenda à lei que originou o Programa Mais Médicos, de autoria do governo Dilma Rousseff, em 2013. Originalmente, o projeto não previa a contratação de brasileiros formados em medicina no exterior, o que acabou sendo mudado por iniciativa de uma emenda apresentada por Alan.

Virou lei

A emenda de Alan Rick que regulamentou a participação dos brasileiros no programa foi incorporada à portaria 1.708/2013, do Ministério da Saúde.

Agora, sim, há vagas

Em conversa com o colunista, Alan afirmou que atualmente cerca de 7,5 mil brasileiros atuam no Mais Médicos, dos quais 300 são acreanos formados nas universidades da Bolívia.

Incômodo

A autoindicação do Major Rocha (PSDB) para compor como vice a chapa do senador Gladson Cameli (Progressista), pré-candidato ao governo do estado, ao que parece incomodou os adversários do PT.

Reação

O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Daniel Zen, tratou o assunto como “blefe”. Já o deputado federal Léo de Brito foi às redes sociais afirmar que “A se confirmar o nome do Rocha para vice do Gladson será a prova cabal de que este é um líder fraco, que não resiste à chantagem”.

Sugestão da coluna

Ora, a questão da escolha do vice do senador Cameli, ao que me consta, não diz respeito à turma do PT. Minha sugestão é que eles, ao invés de darem pitaco sobre as decisões políticas dos adversários, tratem de resolver os muitos problemas que a população acreana amarga depois de 20 anos de governo companheiro.

Ressalva

Não creio, porém, que os petistas temam a escolha de Rocha para vice de Gladson. O drama da turma palaciana é que lhes faltam argumentos em defesa de um governo que se afunda na inanição e de um candidato sob a mira da Polícia Federal. Resta-lhes, pois, futricar sobre o que fazem ou deixam de fazer os oponentes.

O incansável

Lula não se cansa das derrotas. Após a apresentação de recurso contra sua condenação no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, cujos desembargadores aumentaram sua pena de prisão para 12,1 anos, e no Supremo Tribunal Federal, onde seus advogados tentaram, sem sucesso, obter um habeas corpus preventivo, agora ele tenta a todo custo instar os ministros do STF a reverem a regra que determina a prisão dos condenados em segunda instância.

Elementar

Mas pelo que declarou anteriormente a presidente do Supremo, Cármen Lúcia, e pelo que disse à imprensa nesta segunda-feira o ministro Edson Fachin, a probabilidade de se realizar uma nova votação sobre o tema é quase nula. Em resumo, Luiz Inácio está a poucos dias de ver o sol nascer quadrado.

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