ContilNet Notícias

Taxa de desempregados no Acre é de 17,2%, superior à média nacional, de 12,7%

Por

Acima da média
O desemprego no Acre é pior do que o período pós-Dilma Rousseff na Presidência da República. Enquanto a média de desocupados no país chega a 12,2%, no Acre o contingente de desempregados perfaz um total de 17,2% da população economicamente ativa, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Renda familiar
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad Contínua), divulgada nesta quarta-feira (28), pelo IBGE, revela ainda que o Acre tem a quinta pior renda familiar per capita do Brasil. Esse cálculo é o resultado da soma dos rendimentos recebidos por cada morador, dividido pelo total de moradores do domicílio.

Primos pobres
Isso significa que as famílias acreanas têm rendimento médio (R$ 769) superior apenas às do Piauí (R$ 750), Pará (R$ 715) Alagoas (R$ 658) e Maranhão (R$ 597). E inferior às do vizinho estado de Rondônia (R$ 957).

Desemprego
A pesquisa mostra ainda que o Acre encerrou o ano de 2017 com 42 mil pessoas sem ocupação. Pesquisa feita pela coluna no site do IBGE aponta que este número equivale a 17,2% de desemprego entre a população economicamente ativa do estado, contra 12,7% da média nacional.

Fracasso petista
Resta fazer a seguinte observação: se por um lado a desastrosa passagem de Dilma Rousseff pelo Palácio do Planalto resultou em um período de recessão, aumento do desemprego e crise institucional, o governo de Tião Viana fracassou em sua tentativa de industrialização do estado, com geração de emprego e renda para a população acreana.

Trabalho informal
Há outra curiosidade no levantamento da Pnad Contínua: o trabalho por conta própria aumentou na proporção em que o estado falhava em sua política de incentivo à produção. Atualmente são 91 mil pessoas com algum tipo de ocupação informal.

Sem meias palavras
Senador Gladson Cameli (Progressista) deu entrevista na qual reiterou apoio ao PSDB na indicação do vice em sua chapa para o governo estadual. Acrescentou que o Democratas de Bocalom foi convidado a fazer a indicação, mas o tempo expirou antes que houvesse uma definição por parte da sigla.

Endosso
Apesar de ter dado a primazia aos tucanos, Gladson deixou claro que quem deverá endossar o nome a ser colocado na mesa será ele próprio. Nas entrelinhas, ao que parece, frustrou a intenção do deputado federal Major Rocha, presidente estadual do PSDB, de apontar a irmã, a jornalista Mara Rocha, como vice do pré-candidato ao governo.

É o que lhe resta
Com a inviabilidade de uma candidatura ao Senado desenhada no horizonte, e a ressalva de Gladson feita nesta quarta-feira, restará a Mara Rocha disputar uma cadeira de deputada estadual.

Tudo em família
Neste ponto, por sinal, a grandiloquência do Major quando se trata de propagandear suas próprias virtudes, esbarra no comportamento comum daqueles que no Acre fazem da política um empreendimento familiar.

O mundo é um moinho
Se outrora o governo do Partido dos Trabalhadores no Acre podia se jactar de pagar salários em dia – o que não faz mais do que a obrigação –, atualmente precisa responder a sucessivas acusações de que tem sido responsável pela bancarrota de empresas que demitem funcionários e fecham as portas por falta de pagamento do estado.

Sem salário e recisão
É o caso da empresa Bessa Terraplanagem. Seus ex-funcionários, demitidos por falta de quitação do governo, foram protestar nas galerias da Assembleia Legislativa na manhã de ontem (28). Eles acusam o Depasa,  por oito meses de salários atrasados. Além disso, teriam deixado de receber os valores correspondentes à rescisão trabalhista.

Explicações necessárias
Graças ao calote dado pelo governo, a empresa teve de fechar as portas. A única medida possível, tomada pela deputada Eliane Sinhasique (MDB), foi pedir explicações ao Depasa, que por lei, o órgão terá de dar uma resposta ao parlamento estadual.

Sem gás
Antes mesmo do Carnaval, a inadimplência do governo junto aos postos de combustíveis fez com que as viaturas da Polícia Militar ficassem sem gasolina. O atraso no pagamento serviu como alegação dos empresários do setor que prestam serviços ao estado para não abastecer as viaturas. A Secretaria de Estado de Segurança Pública, por sua vez, negou atraso nos pagamentos.

Mais parado que água de cacimba
Iniciadas no primeiro mandato do prefeito da capital, Marcus Alexandre (PT), as obras do Shopping Popular deverão avançar após a liberação do empréstimo que a Câmara de Vereadores aprovou em votação nesta quarta.

Cada uma!
O pedido de urgência no requerimento enviado à Câmara pelo Executivo Municipal é apenas eleitoreiro. Ou alguém aí acredita que com tantas demandas, a mais importante neste momento seja concluir um espaço para abrigar os camelôs, cujos empreendimentos estão garantidos?

Voz dissonante
Essa observação, aliás, foi feita pelo vereador Roberto Duarte Júnior (MDB), para quem “não há nenhuma necessidade de urgência urgentíssima” na matéria. Para ele, a prefeitura teria que promover um debate com a sociedade em uma audiência pública, a fim de debater as prioridades da capital.

Torcida
A base aliada de Marcus Alexandre na Câmara aprovou o empréstimo por 9 votos a 5. E torce para que a obra possa ser inaugurada antes do fim de abril, mês em que o petista terá de renunciar ao cargo para concorrer ao governo.

Sair da versão mobile