Vídeos: Cenas de acidente em Sena são chocantes; hospital não tinha ambulância


“O pessoal da direção é esforçado, mas o governo estadual, que é responsável por esta unidade de saúde, não ajuda"

REDAÇÃO CONTILNET

A Polícia Militar de Sena Madureira precisou pedir uma ambulância da prefeitura do município para socorrer as vítimas de um grave acidente de trânsito ocorrido no final da tarde deste domingo (11), na Avenida Brasil.

Na tragédia ocorrida na subida da “Ladeira do Aníbal”, morreu Yvan da Silva Nery, conhecido pelo apelido de “Bibi”, de 26 anos, que se chocou com uma motocicleta onde estavam Adalei do Nascimento Bezerra, 23 anos, e Welliton Alan Bernado Mota, 28.

Integrante do Corpo de Bombeiros atendendo a vítima na Avenida Brasil/Foto: ContilNet

Pelos vídeos de ContilNet publicados nesta matéria, pode-se ver a ambulância da Prefeitura de Sena prestando atendimento às vítimas.

Bibi foi resgatado por homens do Corpo de Bombeiros e Polícia Militar/Foto: Facebook

O hospital João Câncio Fernandes, que deveria ter estrutura para atender a população do terceiro município do estado, não teve como enviar uma ambulância para resgatar os feridos pelo simples fato de dispor apenas um desses veículos para atender as emergências.

O hospital de Sena, mesmo sem quase nenhuma estrutura, atende também moradores dos municípios de Manoel Urbano, Santa Rosa do Purus e também da Boca do Iaco e outras comunidades do Amazonas.

Mesmo sendo um dos maiores municípios do estado, Sena Madureira também não dispõe de uma unidade do Instituto Médico Legal (IML) para realizar as perícias em vítimas de acidentes. Já houve casos de um corpo ficar cerca de quatro horas exposto no asfalto à espera de resgate.

“O pessoal da direção é esforçado, mas o governo estadual, que é responsável por esta unidade de saúde, não ajuda, parece que esqueceu que Sena Madureira existe”, disse um médico que pediu para não ser identificado.

O médico disse que o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar é que veem ajudando no resgate de vítimas em acidentes que ocorrem no município. “Se não fosse essas duas instituições estaríamos enfrentando problemas maiores ainda”, garante.

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