A “retórica dos patifes” tenta nos convencer que a roubalheira no país foi culpa de Gladson


Ataques de Cesário Braga ao senador é mais um exemplo de que uma vez desmascarado o pretenso monopólio da ética, o discurso passou a ser ditado pela calúnia

Foto capa ARCHIBALDO ANTUNES, DA CONTILNET

Estrela decadente

Cesário Campelo Braga, o mais boquirroto entre os petistas do Acre, mais uma vez recorre aos insultos e à deturpação dos fatos para atacar o principal adversário do correligionário Marcus Alexandre.

Monturo

Em um texto que junta o senador Gladson Cameli, o presidente Temer e o senador Aécio Neves, Cesário, que vem a ser secretário de organização de um partido que desorganizou as contas públicas do estado e do Brasil, se esforça para colar a imagem do adversário à do emedebista e à dos parlamentares do antigo PP, “cúmplices legítimos dos crimes e dos recentes castigos aplicados ao povo e à classe trabalhadora do Brasil”, conforme grafou.

Desfaçatez

Conhecido por orquestrar os movimentos cujo objetivo é tumultuar eventos dos adversários, o dublê de articulista do PT acreano incorre na mesma desfaçatez de atribuir somente ao MDB e ao PP a pilhagem a que o Brasil, até hoje, assiste graças à garimpagem da Lava Jato no lamaçal dos governos Lula e Dilma.

Uma verdade, tantas mentiras

A sustentar muitas mentiras, Cesário recorre a uma única verdade:  o PP é o partido que contabiliza o maior número de parlamentares na lista dos investigados da Operação Lava Jato.

Sabe nada, inocente

Tal fato, no entanto, não serve de salvo-conduto aos companheiros que não apenas saquearam as estatais brasileiras e desestabilizaram a economia, como franquearam aos então aliados livre acesso a instituições públicas que entraram no processo de sangria.

O avesso do avesso

Descarado, sofismático e amnésico, Cesário acusa Gladson de ter contribuído para livrar Aécio da justiça, votando por mantê-lo no cargo – como se o companheiro Jorge Viana não tivesse feito o mesmo para livrar da cadeia o colega e correligionário Delcídio do Amaral, preso por tentativa de tirar do país Nestor Cerveró, posteriormente delator do esquema de corrupção na Petrobras.

Mitômano

Outra inverdade do Sr. Campelo Braga vem a ser a acusação segundo a qual o senador do Progressistas costuma se utilizar de “adjetivos pejorativos e imputar crimes aos que lhe fazem oposição” – o que inúmeras sentenças da justiça do Acre – inclusive contra o próprio dublê de articulista – tratam de desmentir, mostrando de onde, na verdade, partem as calúnias.

Hilariante

E o ponto mais risível vem a ser a afirmação do petista sobre a suposta incapacidade do senador de se indignar “diante dos inúmeros crimes praticados por seus aliados”, quando estes eram também aliados dos governos do PT – estes sim, os quadrilheiros-chefes da gangue inescrupulosa que assaltou o país e nos empurrou para o buraco.

Via judicial

Procurado pelo site ac24horas para comentar o texto do petista Cesário, Cameli disse que “não vai baixar o nível da discussão que tem que ser pautada por propostas”, e prometeu acionar a justiça.

Náufragos

O único aspecto relevante de um texto tão insultuoso e extremamente deplorável em suas criminosas afirmações e pusilânimes omissões, é que ele certamente se origina da perspectiva de que o ciclo de poder de um partido que tanto mal fez ao país parece chegar ao fim também num estado vilipendiado por duas décadas de embustes.

Enfermidade ideológica

Só mesmo Cesário Braga, cujos neurônios parecem ter sido afetados por um ideário que começa por causar a cegueira e termina por levar à demência ideológica, poderia ser capaz de acusar Gladson Cameli pelos muitos crimes perpetrados pelos governos do PT, os quais, por enquanto, só para o Ali Lula Babá já renderam mais de 12 anos de cadeia.

Tapado

O desespero do escriba, compartilhado pelos aliados, é tão profundo que não lhe permite ver que a iniciativa de atacar o senador Cameli, longe de resultar no objetivo pretendido, haverá, tão-somente, em lhe render mais um processo na justiça – no qual, desde já, ele se inclina a sofrer outro revés.

Mão amiga

A coluna recebeu relatório dos valores destinados aos municípios do Acre por iniciativa do deputado federal Alan Rick (DEM). São recursos oriundos de suas emendas parlamentares. Em pouco mais de três anos de mandato, Alan alocou aos municípios mais de R$ 43,5 milhões. É uma montanha e tanto de dinheiro.

De um lado a outro

A Capital do estado, por abrigar mais de 50% da população acreana, foi a maior beneficiada, num total de R$ 23,6 mil. Em seguida surge o município de Cruzeiro do Sul, agraciado com R$ 9 milhões. Na lista ainda constam Sena Madureira, Bujari, Epitaciolândia, Brasileia e Feijó, entre outros.

Republicanismo

Note o leitor que muitos desses municípios são governados por prefeitos filiados a partidos adversários do deputado federal. O que comprova sua conduta republicana na hora de destinar as emendas a que tem direito.

Segurança pública

Outro detalhe é que Alan Rick também lembrou de contemplar a segurança pública, destinando ao setor R$ 6,1 milhões. É uma cifra bem próxima do total que o governo de Tião Viana reservou, na Lei Orçamentária Anual de 2018, para as despesas da Polícia Militar.

Fazendo falta

Este colunista não deixou de notar que a saída de Nil Figueiredo do Iteracre, onde desempenhava a função de diretor-presidente, protagonizando a entrega de dezenas de milhares de títulos definitivos de propriedade, acabou por mergulhar o órgão no ostracismo.

Invisibilidade

Depois que Nil se desincompatibilizou do cargo, mais nada se ouve falar sobre o Iteracre. Aliás, este colunista nem sequer sabe o nome do substituto de Figueiredo. E também não se dará ao trabalho de checar.

É um pândego!

Em sua página na rede social Facebook, o governador Tião Viana publicou a foto aqui reproduzida, em que aparece ao lado de sua vice, Nazaré Araújo. E escreveu o seguinte: “Conversa sobre nosso Acre!! Planejamento e gestão com a querida vice-governadora Nazareth Araújo”. A pouco mais de sete meses de terminar o seu segundo mandato, o petista ainda tem a desfaçatez de afirmar que planeja ações para o Estado. Até parece que quem redigiu o post foi o Cesário.

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