Começa a faltar carnes e outros alimentos em comércios de médio porte dos bairros de Rio Branco


Carnes e outros produtos perecíveis já começam a faltar nos comércios do bairro Mocinha Magalhães

SALOMÃO MATOS, PARA CONTILNET

A reportagem da Contilnet visitou, neste sábado (26), pelos menos quatro estabelecimentos comerciais de médio porte em Rio Branco. Foi possível observar que os efeitos da paralisação dos caminhoneiros já faz faltar alguns produtos nas prateleiras e câmaras frias destes mercados, que não costumam ter um estoque grande como os dos supermercados.

Produtos como Yougurte, queijo, frango, requeijão, manteiga, carnes bovina e suína, além do gás de cozinha, alho, cebola, batatas, tomates já estão em falta.

Em conversa com os comerciantes e alguns consumidores, eles dizem que apesar dos transtornos, apoiam o movimento dos caminhoneiros, e se dizem cientes de que a mobilização é para o bem da economia do país. É quse unânime, entre os entrevistados, a opinião de que o alto custo no preço dos combustíveis e os impostos afetam a vida de todos os brasileiros.

No Mercantil Regina, localizado no bairro Mocinha Magalhães em Rio Branco, o proprietário, Ronildo Dantas, confirma a escassez de vários produtos, mas diz que algo precisava ser feito para tentar frear a alta dos impostos.

“Vamos sentir esse reflexo da paralisação sim. Mas é necessário, alguém tinha que levantar essa bandeira e acordar, parar o Brasil e evitar que continuemos pagando com impostos as mordomias de quem saqueia o nosso país lá no congresso. Somos todos caminhoneiros e apoio o movimento”, disse o comerciante.

Ronildo alertou ainda a Distribuidora Fogás, principal do ramo, não realiza mais entrega de botijas no comércio e cancelaram os pedidos.

Funcionário da Fogás confirmou que o estoque pode acabar nos próximos dias/Foto: ContilNet

“Disseram que os caminhões que recarregam as botijas de gás de cozinha estão todos parados nas rodovias e o estoque que tem só deve durar até a próxima terça feira”, alertou o comerciante.

Francisco de Melo, que já trabalha há seis anos na Fogás, confirmou as palavras de Ronildo “pela minha experiência, a quantidade que tem só dá para mais dois dias, no máximo três, depois disso vai ficar difícil”, explicou.

O consumidor Roberto Silva, que veio comprar carne no mercantil de Ronildo, disse que hoje vai mudar o cardápio e afirma não se importar de comer apenas farinha se for possível mas que o movimento dos caminhoneiros é absolutamente justo.

“Não tem carne e vou levar para casa sardinha hoje. Não me importo de comer nem que seja só farinha por alguns dias. Os caminhoneiros estão certos querer diminuir os impostos sobre o diesel e a gasolina. Se eles conseguirem, vai ser bom pra todo mundo”, disse.

No açougue do Mercantil do Val, no Mocinha Magalhães, o abastecimento já foi 10% menor que o rotineiro/Foto: ContilNet

O açougueiro Nildebergue de Souza, que trabalha do Mercantil do Val, também no Mocinha Magalhães, disse que lá já estão trabalhando com baixo estoque “Se continuar assim vai faltar carne, aqui nunca faltou e hoje estamos operanco com 10% do que costumamos trabalhar”, disse o açougueiro à ContilNet.

Sobre a paralisação

A greve dos caminhoneiros entrou no seu 6º dia de paralização e mesmo com a intervenção do governo federal para que as forças armadas liberem as estradas, os profissionais do volante permanecem parados nos acostamentos das rodovias federais de todo país.

No Acre, a concentração dos caminhoneiros se faz presente nas BRs 364 e 317, mais precisamente na rotária da Sobral, próximo ao posto piracema, na via Chico Mendes em frente ao parque de exposições e após a rotatória do Distrito.

Muito embora o fluxo de veículos sejam ônibus, carros de passeio, ambulância e cargas vivas estejam passando normalmente, a ordem dos caminhoneiros é não transportar absolutamente nada e a greve continua.

Na manhã deste sábado, o  Sindicato dos Revendedores de Derivados de Petróleo do Acre (Sindepac), confirmou que ao menos 59 postos estão sem gasolina.

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