Psicóloga e professora, mãe fala sobre educar os filhos sozinha: “Encaro sem recuar”


“Ser mãe é desafio constante. É conciliar, amparar, educar, ponderar, incentivar, acolher, repreender"

EVERTON DAMASCENO, DA CONTILNET

Patrícia é mãe, psicóloga e professora/Foto: Arquivo Pessoal

Costuma-se dizer que o amor de mãe é um dos mais verdadeiros sentimentos que existe. A visão dessa relação entre o filho e genitora é quase sempre romantizada e vista longe dos desafios que se enfrenta para educar e orientar para a vida. É nesse sentido que a psicóloga e mãe de 2 filhos, Patrícia de Oliveira Coube, fala sobre cuidar de dois adolescentes sem a presença do pai e mesmo assim construir boas e saudáveis relações com os frutos dados pela vida.

Em entrevista concedida a ContilNet, Coube abriu a conversa falando sobre o gozo de ter se tornado mãe após duas gestações: “é o amor na mais intensa forma que possa existir”.

Patrícia é mãe de Antônio Coube do Nascimento (16 anos) e Francisco Coube do Nascimento (14 anos).

“Tornar-me mãe foi uma experiência maravilhosa, não consigo me imaginar não sendo […] É quase como se eu sempre tivesse sido […] Não sei explicar. Ser mãe é sublime, é maravilhoso, é o amor na mais intensa forma que possa existir. Acredito que o melhor de mim, pude descobrir sendo mãe desses dois seres que são especialíssimos na minha vida”, enfatizou.

A psicóloga conta que sempre cuidou dos filhos sozinha, mostrando a eles que além de mãe, é também amiga. Coube acredita que independente de uma mãe estar acompanhada ou não, o papel de cuidadora e genitora sempre será desafiador.

Patrícia com os filhos, Antônio e Francisco/Foto: Arquivo Pessoal

“Ser mãe é desafio constante. É conciliar, amparar, educar, ponderar, incentivar, acolher, repreender. Ser mãe de dois meninos não é moleza. Ser mãe sem a parceria de um pai é trabalho redobrado, que encaro sem recuar. Embora muitas vezes cansativo, me enche de energia para seguir, no que creio ser o melhor”, explicou.

Ao salientar a importância de estar sempre pensando no melhor para a família, Oliveira acrescenta: “Erros, enganos, tropeços, com certeza fazem parte deste caminho, afinal, como sempre gosto de dizer: ‘FILHO NÃO NASCE COM MANUAL’, portanto, vamos descobrindo e construindo juntos, esse trilhar”.

“Ser mãe é sublime, é maravilhoso”, disse/Foto: Arquivo Pessoal

Ao ser questionada sobre as relações que mantêm com os filhos, respondeu: “Bastante harmoniosa,  acredito que consegui estabelecer limites entre a mãe parceira/amiga e a mãe, mãe, isto é, a pessoa que eles tem como referência, que necessitam ainda seguir orientações e recomendações. Temos espaço para brincar, pensar, criar e também para conversar sério”.

A profissional é especialista em Psicologia, estudando comportamento humano e processos mentais por mais de 20 anos. Quando perguntada sobre a influência de sua profissão na educação dos filhos, Patrícia afirma que as experiências motivaram muitas descobertas e mudanças.

“Parto do princípio que somos seres integrais e neste sentido, acredito que minha formação, minhas experiências profissionais e também sociais influenciam a maneira como me relacionei e me relaciono com eles. Talvez nem sempre de maneira positiva, mas penso que na maioria das vezes, sim”, salientou.

Patrícia finalizou a entrevista com uma orientação para as mães que vivem em situações parecidas.

“Não permitam que a relação (ou não relação) com seu ex interfira na sua relação com seus filhos. Os filhos não são responsáveis pelo que aconteceu entre seus pais. Você pode através da justiça obrigar o pai a pagar uma pensão, mas nunca poderá obrigá-lo a amar e/ou dar atenção. Não dificulte a relação entre eles, mas estabeleça limites claros e firmes. Por último: seja MÃE, não tente se desdobrar para ocupar papel que não lhe pertence”, concluiu.

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