Maria Rita revela que se sentia culpada pela morte de Elis Regina


A cantora abriu o coração e revelou que sentia a pressão de ser filha de Elis

R7

Quem vê a cantora Maria Rita consagrada, com uma coleção de Grammy e com mais de 15 anos de carreira, nem imagina o quanto ela resistiu a seguir os caminhos no mundo da música. Em entrevista no Vai, Fernandinha, que vai ao ar nesta sexta-feira, dia 4, no Multishow, ela abriu o coração sobre a pressão que sentia por ser filha de Elis Regina:

– Eu sempre soube que cantava bem, desde menina. Tinha aula de música na escola que estudei em São Paulo, então eu cantava com os amigos, sempre tinha violão. Mas eu tinha um pouco de consciência de que seria muito fácil, por causa da minha mãe ser quem é, do meu pai ser quem é.

A cantora então falou sobre dois fatos que ajudaram ela a ver que seu destino era mesmo a música. A primeira foi quando ela tinha cerca de 19 anos de idade, durante um encontro com amigos em Miami, em que em clima de descontração, eles cantavam e tocavam violão. Seu pai, o produtor musical César Camargo Mariano, pegou o instrumento e pediu para ela cantar, já que seu tom era o mesmo de sua mãe. A performance deixou todos os presentes emocionados, alguns até chorando, mas não agradou Maria Rita:

– Eu fiquei rebelde sem causa nenhuma. Saí e gritei: Ela morreu e não volta mais. Eu senti que eles tivessem emocionados com ela através de mim, e eu não queria isso. Meu pai depois foi conversar comigo e falou: eu me emocionei porque depois que sua mãe morreu eu nunca pensei que ia me emocionar de novo.

O segundo fato importante foi quando, quando fazia faculdade em Nova York, ela participou de um concurso de calouros em seu prédio. Na hora da apresentação, ela entrou em pânico, mas ao ser abraçada pelos seus amigos, tomou coragem e conseguiu o primeiro lugar.

Maria também falou da mãe ao explicar a razão que sempre foi estudiosa. A artista perdeu Elis quando tinha apenas quatro anos de idade:

– A criança que perde a mãe não fica bem, a cabeça fica zoada. Na minha cabeça, a culpa era minha. Com quatro anos, não tinha maturidade para entender o que acontecia. Eu digeri estranho, transformei mais ainda, e virei obcecada por estudos.

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