Medo de desabastecimento leva acreanos a enfrentar filas quilométricas em postos da Capital


Filas quilométricas estão sendo registradas na Capital para garantir o abastecimento antes que o racionamento chegue, de fato, ao Acre

ASTORIGE CARNEIRO E PÂMELA FREITAS, DA CONTILNET

A paralisação nacional dos caminhoneiros chegou ao Acre na madrugada desta quinta-feira (24), e em poucas horas, as repercussões começam a atingir o território acreano.

Filas se formam nos postos da Capital/Foto: ContilNet

Filas quilométricas estão sendo registradas na Capital para garantir o abastecimento antes que o racionamento chegue, de fato, ao Acre.

“Com a paralisação a gente corre o risco de ficar sem combustível, então é melhor prevenir”, disse um consumidor.

Em outros estados do país, o desabastecimento já é real e em muitos postos, os preços foram elevados chegando a custar R$ 10,00 o litro da gasolina. Em Rio Branco, os preços ainda não sofreram reajustes.

Acreanos temem desabastecimento/Foto: ContilNet

Ezequias Mendes foi um dos acreanos que preferiu “prevenir do que remediar”, mas assim como boa parte da população, apoia o ato que acontece em mais de 20 estados da federação.

Apesar do risco de desabastecimento, no Acre ainda não houve reajuste no preço/Foto: ContilNet

“Eu apoio 100% esta greve, acho que o Brasil tem jeito e, infelizmente, se precisamos chegar neste extremo para benefício da população, eu apoio”, declarou Mendes.

“A gasolina já vem aumentando a muito tempo, mas as pessoas estavam passivas, agora está tendo a paralisação e eu acho certo pois não é apenas por eles (caminhoneiros), mas por toda população”, afirmou  Marcelo Nobre que também esperava para abastecer em um dos postos.

NOVA POLÍTICA DE PREÇOS

Caminhoneiros em 23 Estados e o Distrito Federal já integram a paralisação nacional, seguindo para o quarto dia de manifesto nas rodovias estaduais e federais. A categoria protesta contra os consecutivos aumentos no preço dos diesel praticados pela Petrobrás.

A intenção dos caminhoneiros é de que o governo Federal interfira na nova política de preços praticada pela Petrobrás desde julho do ano passado. Apesar de legítimo, o ato traz sérias consequências para a população. Afinal, com o bloqueio nas rodovias, nenhum caminhão com gasolina, alimentos e remédios, passa.

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