Mesmo com liminar da Justiça Federal, caminhoneiros do Acre irão permanecer nas rodovias


Júlio Farias, presidente do Sintraba, afirmou que os caminhoneiros permanecerão nas laterais das pistas, o que garante o direito de ir e vir da população

NANY DAMASCENO, DA CONTILNET

Com o anúncio do presidente da República, Michel Temer, os ânimos começam a se agravar ao redor do Brasil. De acordo com Temer, as Forças Armadas estão sendo acionadas para desbloquear as rodovias – resultado direto do acordo firmado em Brasília na noite da última quinta-feira (24).

Na tarde desta sexta (25), Herley da Luz Brasil, juiz federal da 2ª Vara Cível e Criminal do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, concedeu liminar para que as rodovias federais sejam desbloqueadas, autorizando o uso de forças policiais caso a ordem judicial enfrente resistência dos caminhoneiros que se encontram nas rodovias BR-364 e BR-317.

Confira o documento:

Até a noite da última quinta (24), de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), cinco pontos de bloqueio foram detectados no Acre.

“VAMOS PERMANECER NAS PISTAS”

A equipe da ContilNet entrou em contato com Júlio Farias, presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos do Acre (Sintraba), que afirmou que os caminhoneiros permanecerão nas pistas. Contudo, os proprietários e motoristas de caminhão ficarão nas laterais da pista, o que garante o direito de ir e vir dos cidadãos.

“Em Brasília, entrou ‘um cara’ para negociar com o presidente Temer, mas a categoria em si – proprietários, motoristas de caminhões – é detentora do movimento. Ou seja, vamos permanecer nas pistas, contando com apoio da sociedade. O movimento passa a ser legítimo dos proprietários dos caminhões. Quanto ao uso da força policial e da multa ao sindicato, vamos justificar que a rodovia não está obstruída. Os caminhões estão parados na lateral da pista, e se não querem trabalhar, vão permanecer lá. O direito de ir e vir está garantido”, destacou Farias.

O presidente do Sintraba ainda reforçou que “só estão parados nas laterais da pista os caminhoneiros que não querem trabalhar por conta do preço do combustível. Essa é uma situação que não afeta apenas os caminhoneiros: afeta toda a sociedade”.

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