Racionamento de energia em RO e desabastecimento: saiba as consequências da paralisação dos caminhoneiros


Até o momento, o governo Federal ainda não se manifestou em relação ao movimento

NANY DAMASCENO, DA CONTILNET

Na manhã desta quinta-feira (24), os caminhoneiros do Acre aderiram a paralisação nacional que já dura três dias. Em 22 estados e o Distrito Federal, os trabalhadores protestam contra os consecutivos aumentos no preço dos diesel praticados pela Petrobrás.

A intenção dos caminhoneiros é de que o governo Federal interfira na nova política de preços praticada pela Petrobrás desde julho do ano passado. Apesar de legítimo, o ato traz sérias consequências para a população. Afinal, com o bloqueio nas rodovias, nenhum caminhão com gasolina, alimentos e remédios, passa.

No Acre, paralisação teve início nesta quinta-feira/Foto: Cedida

Entre elas estão a redução nas frotas de ônibus em várias cidades, a disparada de preços nos postos espalhados pelo pais, grandes filas para abastecimento, chegando inclusive, à faltar combustível em alguns, desabastecimento em supermercados e falta de medicamentos. Além disso, fábricas de diversos segmentos tiveram que parar suas produções.

O mais grave é que em Rondônia, que fornece energia para o Acre, já está havendo racionamento de energia. Segundo a Eletrobras, o fornecimento de óleo diesel às usinas termoelétricas foi interrompido pelo bloqueio nas estradas e por isso será necessário realizar o racionamento da geração de energia no município de Buritis e em distritos próximos como Rio Pardo e Jacinópolis. Um rodízio será feito até que o suprimento de óleo diesel seja normalizado. Se os bloqueios continuarem, o racionamento poderá ser estendido a outras localidades.

Entre outras consequências estão a suspensão na entrega de alguns tipos de Sedex com data e horário agendados, o aeroporto de Brasília adotou contingenciamento de combustível e em Congonhas- SP, só há combustível para vôos até esta quinta.

Apesar de somente nesta quinta, os caminhoneiros do Acre terem aderido a paralisação, outros estados mais à frente como Rondonia e Mato Grosso, por exemplo, já haviam fechado estradas à dias atrás, com isso, a chegada desses mantimentos no estado já havia sido comprometida. Apesar da gravidade, ainda não há registro de desabastecimento no Acre.

Até o momento, o governo Federal ainda não se manifestou em relação ao movimento.

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