“Sem agentes penitenciários, presos no Acre só não fogem se não quiserem”, diz deputado


Iapen admite superlotação e para cada grupo de 700 presidiários apenas 6 agentes fazem a segurança

SALOMÃO MATOS, PARA CONTILNET

O presidente da Comissão de Serviços Públicos na Assembleia Legislativa do Acre, deputado estadual Eber machado (PDT), lamentou na manhã desta terça feira (8), a situação dos presídios no estado. Ele também falou da inseguranças dos próprios agentes penitenciários que trabalham sob risco de serem assassinados pelos detentos.

Em seis meses, 63 detentos fugiram no Acre/Foto: Ascom TJAC

“É inadmissível cinco agentes penitenciários cuidarem de 700 presos dentro de um presídio. Os agentes vão para lá e fazem de conta que vigiam para não morrer e os presos fingem que estão sendo vigiados. Só não foge quem não quer”, disse o deputado.

Na terça-feira (7), participaram de umaaudiência pública na Aleac,integrantes do Ministério Público, o Sindicato dos Agentes Penitenciários e da Ordem dos Advogados do Brasil no estado (OAB)

De acordo com o sindicato dos agentes penitenciários, em um período de seis meses, aconteceram 63 fugas e diz que a situação ocorre dado o reduzido quadro efetivo de agentes.

Segundo o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), existem hoje, somente no complexo prisional Francisco de Oliveira Conde, 3,5 mil detentos mas confirmou que para cada 700 presidiários em cada pavilhão, somente seis agentes fazem a guarnição dos presos.

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