“Vemos planilhas com custos falseados!”, afirma Eliane Sinhasique sobre documentos da RBTRANS


Parlamentar criticou as ações da Prefeitura de Rio Branco relacionadas ao transporte coletivo da Capital

ASTORIGE CARNEIRO, DA CONTILNET

A tribuna da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) foi inflamada pela fala da deputada Eliana Sinhasique (PMDB) nesta terça (15). A parlamentar utilizou seu tempo de fala para criticar o transporte coletivo de Rio Branco, além das ações envolvendo a Prefeitura da Capital e a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (RBTRANS).

ILEGALIDADES E DOCUMENTOS FALSOS

Sinhasique afirmou para todos os presentes na sessão que o transporte público “está recheado de ilegalidades há muitos e muitos anos”, destacando alterações em planilhas da RBTRANS e complacência da Prefeitura de Rio Branco.

“Desde que era vereadora, tenho apresentado documentos que comprovam a ilegalidade praticada por essas empresas de ônibus. Nossa voz, entretanto, não é ouvida. Vemos planilhas com custos falseados! Colocam o preço do diesel na bomba, quando sabemos que compram diretamente com isenção de impostos, por se tratar de um serviço essencial”, destacou.

CONTRATOS COM A PREFEITURA

A deputada também criticou a renovação de contratos com as empresas de transporte coletivo, feita pelo então prefeito da Capital, Marcus Alexandre.

“Outra irregularidade foi a do prefeito Marcus Alexandre, que renovou os contratos com essas empresas sem fazer uma concorrência pública. Pra se ter uma ideia, vou dizer mais: os contratos com as empresas de ônibus dizem que os veículos devem ter 10 anos de uso para poder estar circulando. É a mesma prefeitura que diz que ônibus pode ter 10 anos de uso, mas caminhão de lixo – de lixo! – só com cinco anos de uso. Lixo é mais bem cuidado do que a população”, disse Sinhasique.

HONESTIDADE

Ao final da fala, Eliane disse que o problema tem uma origem simples: a ganância: “É muita ganância envolvida. Se pensassem no povo, fariam uma planilha honesta, abririam o mercado de Rio Branco para o transporte alternativo. O que vemos, infelizmente, é a mão forte da Prefeitura, junto à RBTRANS, que não se dignificam a divulgar planilhas reais. Eles não são honestos”.

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