Força-tarefa de combate às queimadas e desmatamento é montada no Acre


Só no mês de julho as queimadas urbanas aumentaram em 30%

PÂMELA FREITAS, DA CONTILNET

Todos os anos, algumas instituições coordenadas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) unem forças durante o período de seca no Acre para um trabalho de combate às queimadas e ao desmatamento. Na manhã desta terça-feira (31), elas se reuniram no Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC) para traçar ações estratégicas e integradas em todo o estado.

A força-tarefa é composta pelo Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), Instituto de Mudanças Climáticas (IMC),  Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan), Secretaria de Estado de Produção (Seaprof), Secretaria de Estado de Agricultura e Pecuária (Seap), Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), secretarias estadual de Educação (SEE) e Saúde (Sesacre), Instituto de Terras do Acre (Iteracre), Companhia de Desenvolvimento Sustentável do Acre (CDSA), CBMAC, Embrapa, Incra, ICMBio, Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia), Defesa Civil Estadual, Batalhão de Policiamento Ambiental, Ibama, entre outros órgãos.

A reunião ocorreu na manhã desta terça-feira/Foto: ContilNet

O Acre enfrenta mais um período de forte estiagem. De acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA), o Rio Acre registrou nesta segunda-feira, 30, em Rio Branco, a cota de 2,05 metros.

“Durante o ano temos dois momentos, o das fortes chuvas e o das grandes secas. Estamos vivendo o das secas. Agosto e setembro são os dois meses de picos tradicionais de queimadas no Acre. Queremos pedir que as pessoas tenham consciência de não tocar fogo, tanto na área urbana quanto na área rural”, informou Edegard de Deus, secretário de Estado de Meio Ambiente.

Nesse período do ano já houve um aumento em relação ao ano passado. “Nesse mês de julho nós tivemos um percentual de 30% de aumento nas ocorrências de queimadas urbanas. A previsão do volume de chuva para os próximos meses, em algumas áreas, é abaixo da média, ou  seja, vai chover menos que nos anos anteriores. Fazemos um apelo a população, porque mais de 90% das ocorrências de incêndio é por causa humana, alguém foi lá e ateou fogo. Pedimos para a população não queimar”, finalizou Coronel Carlos Batista, coordenador da Defesa Civil Estadual.

 

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