Tião Viana comemora redução da mortalidade infantil e internauta retruca: “Faltam pediatras”


Sindicato dos Médicos informa que há apenas 72 profissionais de pediatria no estado

SAIMO MARTINS, PARA CONTILNET

O governador Tão Viana (PT) usou as redes sociais para comemorar a redução em 12% da taxa de mortalidade infantil no Acre. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde confirmam uma queda na taxa de mortalidade infantil, relativa a 2016.

Apesar da euforia do governador, alguns internautas trataram de reclamar da falta de pediatras nas unidades de saúde.

De acordo com Alcirene Macedo, a falta de profissionais para o atendimento de crianças é vergonhosa. “Procurei um hoje para atender minha filha e não achei. Só agendei para o próximo mês”, protestou.

Pesquisa diz que no Acre não chega a ter um médico para cada mil habitantes/Foto: cedida

Sindmed se pronuncia

A reportagem da ContilNet procurou os representantes do Sindicato dos Médicos no Acre (Sindmed-AC) para saber os motivos da falta de pediatras nas unidades de saúde do estado. A assessoria de comunicação do órgão informou que a demanda é muito alta em relação à quantidade de profissionais cadastrados em toda a rede pública de saúde no Acre.

Conforme informações divulgadas pela Demografia Médica no Brasil, em 2018, com base em uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), no estado do Acre há menos de um médico para cada grupo de mil habitantes.

De acordo com a assessoria do Sindmed, o estado realizou um concurso para a contratação de 107 médicos especialistas em 2014, mas nem todos os aprovados foram chamados até o prazo limite para a convocação.

“Essa defasagem de profissionais é devido ao concurso realizado pelo governo em 2014. Na época o concurso previa a contratação de mais de 107 profissionais pra diversas áreas médicas. O governo não chamou todos da lista, e cerca de 30 aprovados no concurso da Sesacre entraram com processo judicial contra o governo. A maior dificuldade é que o prazo de validade do concurso venceu neste ano, e muitos dos aprovados têm contratos provisórios e temem represálias do governo”, declarou a assessoria do Sindmed.

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