“Vivo com dores há três anos por descaso”, denuncia paciente que espera pelo TFD


Nos documentos apresentados, está o receituário médico da época do acidente, onde se destaca a "lesão complexa"

REDAÇÃO CONTILNET

“Meu cotovelo fraturou em um acidente três anos atrás. Na época, fui tratada e indicado para o Tratamento Fora de Domicílio (TFD), porém nunca cheguei a realizar o tratamento adequado. Uma cirurgia foi feita no Pronto Socorro (PS), e foi do PS que fui encaminhado para o TFD, que nunca autorizou minha ida e o procedimento, mesmo estando no documento que se tratava de uma lesão complexa. Vivo com dores há três anos por descaso.”

Airton dos Anjos Mota (Foto: ContilNet)

O relato acima é de Airton dos Anjos Mota, de 43 anos de idade, que procurou a redação da ContilNet para fazer a denúncia sobre a situação que enfrenta desde 2015.

Tomografia do cotovelo lesionado (Foto: ContilNet)

Nos documentos apresentados, está o receituário médico da época do acidente, onde se destaca a “lesão complexa” sofrida em 11 de maio de 2015, e a solicitação do TFD.

Documento de 2015 (Foto: Reprodução)

No outro documento, desta vez um laudo médico assinado em 2 de maio deste ano, lê-se que “o paciente supracitado apresentou fratura/luxação [no] cotovelo direito em 11/08/2015, sendo tratado agudamente com fixador externo e indicado [ao] TFD. Hoje, paciente apresenta limitação funcional do cotovelo direito e teve TFD negado, pois devido ao tempo não há mais indicação de prótese da cabeça do rádio. Paciente realiza acompanhamento ambulatorial anual”.

A equipe da ContilNet entrou em contato com a assessoria da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), e recebemos a seguinte explicação sobre a situação de Airton:

A primeira etapa para o Tratamento Fora de Domicílio (TFD) é a análise dos exames solicitados. O médico regulador do TFD os analisa para atestar a necessidade desse tratamento. Com o problema identificado, começa o contato com a Central Nacional de Regulação da Alta Complexidade (CNRAC). Porém, o TFD do Acre só pode emitir a passagem a partir do momento em que a vaga é garantida na outra unidade de saúde. A Secretaria de Saúde não pode comprar a passagem sem a vaga garantida. Lembrando também que o TFD daqui não tem como interferir em hospitais de outros Estados. A vaga para o paciente foi procurada, mas ele não foi aceito para o hospital de referência, ou seja, infelizmente, o caso não foi aceito pelos hospitais procurados pela CNRAC. A vaga foi requisitada mais de seis vezes.

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