Após denúncia de Sinhasique, Anvisa abre dossiê para investigar reações adversas causadas por vacina contra o HPV


Parlamentar fez contato com a gerente-geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária da Anvisa

ASCOM

Preocupada com a quantidade de crianças e adolescentes internadas com suspeita de reações adversas graves pelo uso da vacina contra o HPV no Acre, a deputada estadual Eliane Sinhasique (MDB) fez contato com a gerente-geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária da Anvisa, Mariângela Nascimento, que informou ter aberto dossiê de investigação.

“Temos aqui no Acre cerca de 15 casos suspeitos de reações adversas por conta do uso da vacina contra o HPV. Mães relatam até mortes que, segundo elas, foram causadas pela vacina. Os sintomas de todas as vítimas são bem parecidos: dores de cabeça, convulsão, paralisia dos membros e outros. Essa situação é gravíssima!”, declarou a parlamentar.

Mariângela informou para a parlamentar, através de e-mail que 4 vacinas são registradas pela Anvisa e utilizadas no Brasil para o controle do HPV, sendo que destas, o Sistema de Notificação da Anvisa, chamado NOTIVISA, identificou 4 notificações severas em relação à vacina Cervarix, da empresa GSK.

Nesta sexta, mães e parentes de jovens com sequelas fizeram manifestação/Foto: Cedida

Casos no Acre

Os casos acontecem desde 2014. Algumas mães se reuniram através de grupos de whatsapp e tem realizado protestos e panfletagem para alertar outras pessoas.

Bárbara Geovanna/Foto: Cedida

“Minha filha Vitória Daniele, 15 anos, tomou a vacina contra o HPV em 2014 e após isso passou a ter convulsões todos os dias. Já teve paradas cardíacas e respiratórias. Atualmente, está em tratamento no Paraná”, declarou Leila Grarciene, mãe de criação da Vitória.

Saiba mais: No Acre, mães alegam que vacina contra HPV deixou 15 meninas com sequelas e matou três

Bárbara Geovana, 13 anos, tomou a vacina na escola e desmaiou. Após isso, perdeu o movimento das pernas e foi internada no Pronto Socorro de Rio Branco. Agora, está na Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre).

“Geovana era uma criança normal. Não tinha problemas de saúde. Agora, está sem andar, sentindo fraqueza e dores de cabeça. É triste vê-la assim. Minha filha está há 22 dias internada”, declarou Leila Azevedo.

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