Rio Branco é a Capital com maior taxa de mortes violentas do Brasil, mostra estudo


Em todo o Estado, foram 368 mortes em 2016 e 530 em 2017 – um aumento de 41,8%

ASTORIGE CARNEIRO, DO CONTILNET

A onda de criminalidade que se instalou no Acre em 2018 é a culminância de anos permeados por mortes violentas e crescimento das organizações criminosas. No Acre, de acordo com pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, foi registrada a segunda maior taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes (63,9), ficando atrás apenas do Rio Grande do Norte (68).

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No Estado, estão registrados 368 casos contra 530 em 2017, um aumento de 41,8%. Rio Branco lidera o ranking das maiores taxas, com 83,7 por 100 mil habitantes, seguida de Fortaleza (CE), com 77,3, e Belém (PA), com 67,5.

Todos esses dados aparecem em levantamento do Fórum, composto por uma organização de pesquisadores da área que compila estatísticas de secretarias estaduais de segurança e das polícias Civil e Militar de todos os estados.

O critério para a soma de mortes violentas inclui homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte, mortes de policiais em confrontos e mortes decorrentes de intervenções policiais.

Segundo o fórum, o conceito é considerado um indicador mais avançado para medir a violência no país em relação somente aos homicídios dolosos, por exemplo, comumente divulgados por estados. O somatório de mortes violentas é feito desde 2013 —por isso, não é possível comparar com os balanços dos anos anteriores.

NO BRASIL

O Brasil registrou 63.880 mortes violentas em 2017, o maior número de homicídios da história, de acordo com dados divulgados. Foram sete pessoas assassinadas por hora no ano passado, um aumento de 2,9% em relação a 2016. Os estupros aumentaram 8,4% de um ano para o outro.

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