Campanha confirma vĂ­deo em que Bolsonaro fala em ‘fuzilar petralhada do Acre’: ‘Foi brincadeira’

Por O GLOBO 03/09/2018 Atualizado: hĂĄ 8 anos

O candidato Ă  PresidĂȘncia Jair Bolsonaro (PSL) causou controvĂ©rsia nas redes ao simular um fuzilamento durante campanha em Rio Branco, no Acre. De cima de um trio elĂ©trico, enquanto discursava para apoiadores no Ășltimo sĂĄbado, o polĂ­tico “empunhou” um tripĂ© de cĂąmera como arma e disparou contra seus adversĂĄrios petistas. A assessoria do deputado federal destacou que o gesto “foi uma brincadeira, como sempre”.

Campanha confirma vĂ­deo em que Bolsonaro fala em 'fuzilar petralhada do Acre': 'Foi brincadeira'

Bolsonaro simula arma com tripĂ© de cĂąmera – Reprodução/Redes Sociais

“Vamos fuzilar a petralhada aqui do Acre. Vamos botar esses picaretas para correr do Acre. JĂĄ que gostam tanto da Venezuela, essa turma tem que ir para lĂĄ. SĂł que lĂĄ nĂŁo tem nem mortadela. VĂŁo ter que comer capim mesmo”, ressaltou o candidato, que foi ovacionado pelo pĂșblico.

O vĂ­deo do discurso foi compartilhado nas redes sociais e motivou embates entre apoiadores e crĂ­ticos do candidato. Enquanto seus eleitores ressaltaram estar claro o tom de brincadeira, parte dos internautas acusou o deputado de fazer apologia Ă  violĂȘncia. As imagens nĂŁo foram publicadas nas redes do polĂ­tico, que exibiu seu encontro com Ă­ndios e sua recepção na capital acreana.

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“Esse Ă© o candidato que usa Deus em seus discursos, defende a famĂ­lia e nos debates prega a uniĂŁo de todos os brasileiros?”, questionou um internauta, ao postar o vĂ­deo.

A regiĂŁo norte vive desde agosto momentos de violĂȘncia e ataques a venezuelanos, sobretudo em Pacaraima, no Norte de Roraima, na fronteira com a Venezuela. O ExĂ©rcito informou que 1.200 estrangeiros foram obrigados a deixar o municĂ­pio depois que cerca de 700 imigrantes foram atacados por brasileiros.

Imigrantes do paĂ­s vizinho que moravam nas ruas de Pacaraima tiveram acampamentos improvisados e pertences queimados por cerca de dois mil moradores da cidade. O governo de Roraima chegou a pedir o fechamento das fronteiras, em meio a apelos por suporte da UniĂŁo, mas o governo federal descartou a possibilidade.

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