Educação não avança e Brasil fica com IDH estagnado, atrás da Venezuela


Segundo dados divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento o país ficou na 79ª posição

PÂMELA FREITAS, DO CONTILNET

O Brasil permaneceu no mesmo lugar no ranking de desenvolvimento humano das Nações Unidas em 2017. Segundo os dados divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o país ficou na 79ª posição, atrás da Venezuela.

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) brasileiro é de 0,759 e apresentou melhora de 0,001. Pelo critério da ONU, quanto mais perto de 1, maior é o desenvolvimento humano. Na América do Sul, o Brasil é o 5º país com maior IDH. Chile, Argentina, Uruguai e Venezuela aparecem na frente.

O IDH é calculado com base em indicadores de saúde, educação e renda. Em 2017, o Brasil avançou pouco na expectativa de vida, e saiu de 75,5 para 75,7 anos. A renda nacional bruta per capita também subiu um pouco: de US$ 13.730 para US$ 13.755 por ano.

Enquanto isso, o país ficou estagnado na educação: o período esperado para que as pessoas fiquem na escola permaneceu em 15,4 anos e a média de anos de estudo, em 7,8 anos. Por isso, a melhora do IDH do Brasil de 2016 para 2017 foi de 0,001.

Já o Índice de Desigualdade de Gênero avalia desigualdades em três dimensões sensíveis à questão de gênero: saúde reprodutiva, empoderamento e mercado de trabalho. O Brasil ocupa a 94ª posição, com valor de 0,407. Vale ressaltar que o país com menor IDH do mundo tem mais mulheres com assento no Parlamento do que o Brasil. O Brasil apresenta 11,3%, enquanto o Níger tem 17%.

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