Em debate deplorável na Ufac, Marcus Alexandre afinal exalta o presidiário Luiz Inácio


O gesto que agradou à plateia amistosa talvez soe aos eleitores como afronta

Foto capa  ARCHIBALDO ANTUNES, DA CONTILNET

Alckmin no Acre

O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, chegou na noite desta sexta-feira (14) em Rio Branco. Seu desembarque no aeroporto da Capital foi discreto. Entre os que recepcionaram o presidenciável estava o deputado federal Major Rocha, candidato a vice-governador pelo PSDB na chapa do senador Gladson Cameli (Progressistas).

Campanha

Alckmin vem ao Acre para fazer campanha, claro. No final da noite de ontem (14), o presidente da executiva estadual tucana, Manoel Pedro, o ‘Correinha’, divulgou a agenda política do candidato.

Agenda

Além de uma visita ao mercado municipal, coletiva de imprensa na sede do PSDB e almoço com líderes políticos, o ex-governador de São Paulo fará uma visita à BR-364. O porquê eu não sei. Mas na coletiva marcada para às 11 horas deste sábado (15) certamente o assunto será esclarecido.

Almoço

Entre os líderes políticos locais que almoçam com o candidato tucano estão Gladson Cameli e Sérgio Petecão (PSD), além de Wherles Rocha e a irmã dele, a jornalista Mara Rocha, candidata a deputada federal pelo PSDB.

Salada política

Alckmin fará campanha na Capital acreana um dia após a passagem, por estas bandas, do adversário Ciro Gomes (PDT). Aliás, os companheiros não perderam a oportunidade de pegar carona na visita que o pedetista fez ao Acre. Eles todos eram Lula, agora pedem votos pra Fernando Haddad, mas não se vexam de posar para as fotografias ao lado de Ciro. Como diz o jargão: “É a política, estúpido!”.

Aqui pra vocês, ó!

Ainda assim, o ex-governador do Ceará fez questão de tecer críticas tanto ao atual presidente da República, Michel Temer (MDB), quanto também à antecessora deste último, Dilma Rousseff (PT).

As voltas que mundo dá

Engraçado como a política consegue dar mais voltas que a própria Terra, não é mesmo, leitor? Ciro Gomes chegou a chamar o impeachment de ‘golpe’ , atuou nos bastidores contra a deposição da companheira e foi só ela deixar a Presidência pra que passasse a lhe apontar os defeitos. Chegou ao ponto de dizer, sobre Fernando Haddad, “que o Brasil não aguenta outra Dilma’.

Navio-pirata

Mas como o eleitor, grosso modo, costuma ter memória curta, essa gente vai tocando o barco conforme se enfunam as velas da politicagem.

Acredite se quiser

A propósito, o candidato-sucessor de Lula foi sabatinado ontem, sexta, pelos apresentadores do Jornal Nacional. Haddad foi o último a ser entrevistado por William Bonner e Renata Vasconcelos. E como seus correligionários, não admitiu ter havido corrupção nos governos do PT.

Mundo da lua

Segundo Haddad o ‘modelo de financiamento empresarial de campanhas criou as condições para que pessoas tentassem ajudar o PT de forma irregular’. Ou seja, os corruptos são sempre os outros. E toda vez que o Judiciário manda prender um dos companheiros, eles passam a berrar.

Ai, meus sais!

A coerência nunca foi o forte dessa gente. Haddad afirmou, por exemplo, que Dilma não foi condenada – e nem mesmo reconheceu que ela é investigada na Lava Jato. Quanto aos tubarões do partido presos por determinação da justiça, ele acrescentou que o Judiciário comete erros. “Se não os cometesse, bastariam os juízes de primeira instância”, completou. Tá certo!

Pra refletir

Mas e o que dizer então quando o sujeito é condenado por um juiz de primeira instância, perde na segunda e sua pena é mantida pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal? Ou não foi assim o processo que levou Lula à cadeia, companheiro?

Óleo de peroba

Sobre o fato de não ter, sequer, conseguido se reeleger para a prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad disse que o eleitorado paulistano ‘foi induzido a erro’.

A massa de que eles são feitos

Mas a ‘cereja do bolo’ não foi dita na entrevista ao Jornal Nacional. E não se trata de corrupção, nem de Lula ou Dilma: mas de Jair Bolsonaro. Haddad tem repetido que quer enfrentar, no segundo turno das eleições presidenciais, o capitão. Sim, meus queridos leitores, o náufrago da disputa pela prefeitura paulistana acha que passará no teste das urnas, no dia 7 de outubro. Do que se pode concluir que não é só de incoerência que são feitos os companheiros – mas também de muita, muita presunção!

Zero pra eles!

O ‘debate’ com os candidatos ao governo do estado, promovido pelo Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac), foi simplesmente vergonhoso. A plateia, em sua maioria constituída por petistas, deu um show de descaramento e falta de educação.

Arapuca

Enquanto o candidato do PT era exaltado aos berros de “Chame chame quem trabalha”, Ulysses Araújo (PSL) se via impedido de falar ante a balbúrdia reinante. Conclusão: a arapuca armada contra Gladson Cameli (Progressistas) acabou por apanhar o Coronel do Bope.

Serventia

Mas o evento serviu pra duas coisas: a primeira é que ficou constatado que a candidata da Rede, Janaína Furtado, é o ‘lado do B do PT’. Por pouco não elogiou, como o adversário petista, o governo de Tião Viana. A segunda é que, finalmente, o ex-prefeito de Rio Branco exaltou a figura do agora presidiário Luiz Inácio Lula da Silva. Só mesmo diante de uma plateia tão amistosa isso poderia ter acontecido…

Letal

Candidato a deputado estadual pela Frente Popular do Acre (FPA), Nil Figueiredo (PT) se move na campanha com a destreza de um ninja. Silencioso e letal, ele tem tudo para surpreender os adversários.

Trabalho voluntário

Professor de Kung Fu, Nil já deu aula a crianças carentes da periferia de Rio Branco, além de ser responsável pela criação de uma escolinha da arte marcial na cidade de Cruzeiro do Sul.

Honra ao mérito

Além disso, como diretor-presidente do Instituto de Terras do Acre (Iteracre), Nil Figueiredo coordenou um dos poucos (porém memoráveis) trabalhos no governo Tião Viana: a regularização fundiária, que oportunizou a entrega de mais de 50 mil títulos definitivos a proprietários de imóveis da Capital e do interior, tanto na área urbana quanto na zona rural.

Ninguém é perfeito

Com uma campanha modesta nas ruas, Nil prova ser bem mais que um professor de Kung Fu e um gestor de mão cheia: o cara é um guerreiro incansável, além de ótimo sujeito. Seu único demérito é ter este colunista como amigo. Mas ninguém é prefeito…

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