Saiba por que site do interior do Acre mente sobre pesquisas eleitorais feitas pela Delta


Texto veiculado nesta segunda (10) faz acusações descabidas e irreais na tentativa de desqualificar a mais recente sondagem de intenção de voto do instituto

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Matéria publicada nesta segunda-feira pelo jornalista Leandro Altheman, do site Juruá em Tempo, de Cruzeiro do Sul, diz que a agência Delta “já acumula uma ‘tradição’ em pesquisas cujos resultados foram desmentidos nas urnas”. Tal afirmação decorre da recém-divulgada sondagem de voto que dá ampla vantagem do candidato ao governo Gladson Cameli (Progressistas) sobre o seu principal adversário, Marcus Alexandre (PT).

Na vã tentativa de fundamentar sua alegação, o repórter cita projeções feitas pelo instituto Delta nas eleições de 2014, para o governo estadual, e de 2016, para a prefeitura de Rio Branco. No primeiro caso, Altheman diz que a empresa “previu” a vitória de Marcio Bittar sobre Tião Viana já no primeiro turno. Sobre a eleição de 2016, sustenta que a agência Delta teria antecipado um segundo turno entre o petista Marcus Alexandre, que concorria à reeleição, e a deputada Eliane Sinhasique (MDB).

Conforme se pode ler aqui e aqui, ambas as assertivas do escriba estão absurdamente equivocadas. O que nos leva a concluir que ele foi relapso em pesquisar as informações antes de publicá-las – se é que se deu mesmo ao trabalho de fazê-lo.

Ardoroso defensor dos governos do PT e de todos os candidatos do partido ou das siglas aliadas, Leandro Altheman já provou sua habilidade como repórter sempre que se trata de esmiuçar os processos judiciais contra o ex-prefeito Vagner Sales (MDB).

Do que se conclui que certamente não lhe tenha faltado discernimento para julgar a incongruência entre o que ele escreveu e publicou e as informações disponíveis na internet.

Em recente altercação com Vagner Sales, o jornalista cobrou ‘compostura’ ao ex-prefeito. O apelo agora lhe cabe por ter mentido em um artigo camuflado de matéria jornalística, visto que o repórter, sob o pretexto de ‘informar’ o leitor, nem sequer consegue disfarçar a intenção de opinar sobre a pesquisa em que seu candidato aparece em desvantagem em relação ao principal oponente.

Fossem apenas as informações equivocadas, o caso já seria lamentável pela imperícia do repórter. Sendo, porém, um texto opinativo – e ainda por cima eivado de opiniões falaciosas –, é de se deplorar que Altheman submeta sua expertise à fraudulência jornalística.

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