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Candidatos ao governo do Acre apresentam propostas na Fieac na noite desta terça

Por SAIMO MARTINS, DA CONTILNET

Realizado no auditório da Federação das Indústrias do Acre (Fieac), na noite desta terça-feira (18), o Fórum de Desenvolvimento do Acre 2050 reuniu os cinco candidatos ao governo do Acre – David Hall (Avante), Gladson Cameli (Progressistas), Marcus Alexandre (PT), Ulysses Araújo (PSL) e Janaína Furtado (Rede).

O evento foi idealizado por Rodrigo Pires. A mediação ficou a cargo do jornalista Rogério Wenceslau, da TV Gazeta.

Acompanhados de assessores, os candidatos chegaram à sede da Fieac com seus respectivos vices, exceto Marcus Alexandre, que não estava com Emylson Farias (PDT). Segundo a assessoria do petista, Farias estava em uma agenda no município de Acrelândia.

Gladson Cameli

Cameli iniciou seu pronunciamento dizendo que pretende acabar com a perseguição aos produtores rurais. Para ele, a função dos órgãos de governo não é ameaçar os pequenos agricultores.

Segundo o progressista, em quatro anos, ele irá fazer concurso para contratar 2 mil novos policiais militares e civis, além de retomar a polícia comunitária nos bairros. Para o candidato, as prioridades do governo devem mudar. “O nosso estado gasta muito mais com propaganda do que com a Polícia Militar, por isso falta fardamento e combustível nas viaturas. Em meu governo isso mudará. Vamos criar dez novas escolas em tempo integral para ajudar as mães que trabalham e não têm condições de pagar uma babá ou creche”, afirmou.

O candidato defendeu a diminuição de secretarias no estado, além ressaltar que é um político ficha limpa.

David Hall (Avante)

David Hall iniciou dizendo que o Acre está acima da taxa de desemprego na Região Norte. “Para isso mudar, o Acre não irá se desenvolver em curto espaço de tempo, mas sim em médio e longo prazo. Temos que nos espelhar em Rondônia”, relatou.

Para Hall o Acre precisa desenvolver pesquisas para o desenvolvimento. Sua proposta é investir em exportação para os países vizinhos, como Peru e Bolívia. Segundo o candidato, a ponte sobre o rio Madeira e a pavimentação de ramais são obras que precisam de apoio do governo federal.

Questionado sobre cargos comissionados, o candidato disse que devido à crise, é preciso enxugar a folha de pagamento. “Precisamos não só enxugar a máquina pública, mas, mais do que isso, tem que colocar pessoas qualificadas”, destacou Hall.

Janaína Furtado (Rede)

A professora defendeu investimentos na área da sustentabilidade no estado, além de prometer investir na educação, no ensino médio, técnico e superior.

Segundo ela, o governador deve, ao ser eleito, cumprir à risca seu plano de governo. “Eu acredito que um candidato deve cumprir suas promessas de campanhas”, frisou.

A vereadora de Tarauacá ponderou que um estado deve priorizar a educação. “Nosso estado não priorizou a educação, ao invés disso, aumentou a taxa de homicídios e a criminalidade. Por isso devemos dar às nossas crianças educação de qualidade, para, assim, garantir um futuro promissor”, disse ela.

A candidata da Rede lamentou o fato de o Acre ter tantos nomeados no governo. Para ela, é inaceitável a situação no Acre em uma crise que o estado se encontra. “Gostaria de saber realmente quantos cargos nomeados nós temos, já procurei e não achei. Mas defendo sim o corte desses cargos no Acre”, afirmou.

Ulysses Araújo (PSL)

Ulysses Araújo realizou um discurso duro contra o atual governo, que segundo ele deixou o estado no caos que se encontra. “Quero dizer que quem está no poder não quer largar o trono”, disse.

Ele aproveitou o encontro para desmentir o candidato Marcus Alexandre, segundo o qual o governo do Acre patrocinou os cursos realizados fora do país pelo Coronel do Bope. “Quero dizer que o governo não pagou meus cursos, eu tirei do meu bolso”, afirmou.

Durante seu pronunciamento, Ulysses foi acusado de desrespeitar as regras do debate e teve o som do microfone cortado pelos organizadores do Fórum. Em seguida, ele se retirou do debate junto com os apoiadores.

Marcus Alexandre (PT)

Marcus Alexandre discursou apresentando dados sobre a segurança, a saúde e a educação. Mas foi alertado pela organização para que apresentasse propostas.

Em seguida o petista afirmou que representa o projeto políticos que se consolidou no Acre, nos últimos 20 anos. “Eu represento o que deu certo e errado, não fujo disso, mas não tenho culpa pelo que deu errado”, disse.

Marcus Alexandre voltou a defender a criação de uma nova secretaria de governo. “Irei criar uma secretaria, sim, para auxiliar as demais no apoio aos produtores”, prometeu.

O candidato do PT também enfatizou que sua gestão irá fortalecer as forças de segurança no Acre, além de investir em educação.

Conforme o candidato, os melhores tempos do Deracre foram em sua gestão. “Os seis anos que estive no órgão foram os melhores, e eu me orgulho disso”, afirmou

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