Mãe deixa de ir às Olimpíadas por gravidez e 18 anos depois se emociona com ouro da filha


Gravidez impede que remadora Dolores Amaya vá a de Sydney, em 2000, no remo; em 2018, filha, Maria Sol Ordas, nos Jogos Olímpicos da Juventude, conquista o ouro na mesma modalidade

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O esporte é capaz de contar histórias fascinantes e únicas – e talvez por este e outros contextos seja tão apaixonante. A argentina Dolores Amaya tem emoções de sobra para sentir e uma destas histórias singulares para ecoar pelo mundo. Não somente como atleta, quando foi uma jovem remadora olímpica nos Jogos de Atlanta, em 1996, mas, principalmente, por ter deixado de estar presente nos Jogos de Sydney, quatro anos mais tarde. Agora, dezoito anos depois, o elo mais forte da ex-atleta, sua filha, faz com que ela olhe com orgulho para os acontecimentos do passado e vibre com o presente.

Início dos anos 2000. E, aos 20 anos, Dolores Amaya tem uma temporada promissora pela frente. Depois de ser a atleta mais jovem da delegação argentina nos Jogos de Atlanta, quatro anos antes, ela vislumbra os Jogos de Sydney, na Austrália. Contudo, uma notícia faz com seja necessário frear e interromper os sonhos olímpicos para um sonho ainda mais especial: Dolores está grávida e não poderá competir na Oceania.

/Foto: Marcelo Endelli / Getty Images

Maria Sol Ordas. Esse é o nome da filha de Dolores e Damian Ordás, também remador – e que participou dos Jogos da Austrália. E quis o destino que a pequena Maria nascesse e crescesse com o mesmo amor pelo esporte dos pais. A pequena argentina se transforma em uma potencial remadora, aquela mesma modalidade em que sua mãe fora destaque.

Outubro de 2018. Maria Sol Ordas, em Buenos Aires, faz história e dá sequência a um ciclo. Sob os olhares ansiosos dos pais, ela cumpriu aquilo que o destino havia preparado: conquistou o primeiro ouro da Argentina nos Jogos Olímpicos da Juventude.

– Ela foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. A gravidez foi uma surpresa, mas de qualquer forma, eu sabia que não iria buscar uma medalha de ouro, então ela foi a melhor coisa que aconteceu. Ter um filho é a melhor coisa do mundo, melhor até do que estar nas Olímpiadas. E agora é incrível ver que ela está em um nível fantástico e eu posso ver, certamente, que ela estará nas Olímíadas no futuro. Tenho certeza que ela vai longe e, como mãe, eu estou aqui para dar apoio em tudo que ela precisar. Ela precisa aproveitar aquilo que ela faz – disse a mãe, orgulhosa da filha.

Uma família, uma história e um amor em comum: o esporte. Agora, com um atraso de 18 anos, a mãe Dolores tem também uma importante parcela desta medalha de ouro.

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