Nos últimos 4 anos, Acre viu pobreza dobrar e ‘radicaliza’ nas urnas, afirma Valor Econômico


Extrema pobreza avança e é recorde em 9 Estados

TON LINDOSO, DO CONTILNET

Durante a crise econômica, entre 2014 até hoje, o país inteiro – sobretudo Nordeste – viu a pobreza aumentar. No Acre, ela dobrou. De acordo com levantamento da consultoria Tendências, obtido pelo Valor, das 27 unidades da federação, 25 tiveram piora da miséria entre 2014 e 2017. Nove Estados atingiram um nível recorde no ano passado.

“A extrema pobreza cresceu em todo o país durante a crise, de 2014 a 2017, mas foi na região historicamente mais carente, o Nordeste, em que essa piora se deu de forma mais intensa. Estados como Bahia, Piauí e Sergipe viram dobrar ou quase dobrar o número de famílias vivendo na miséria. No Norte, o Acre chamou atenção pela rápida piora nesses quatro anos”, publicou.

De acordo com a publicação, isso refletiu no comportamento do eleitor acreano. “O comportamento do eleitor foi diferente, porém, na região Norte, onde a população do Acre viu a miséria dobrar em quatro anos. A proporção de famílias na pobreza extrema passou de 5,3% em 2014 para 10,9% no ano passado. Desta forma, o Estado, que tem metade da população na capital Rio Branco, escalou da décima para a segunda posição no ranking. Quem teve mais votos por lá foi Bolsonaro, com preferência de 62,24% do eleitorado”, publicou.

Eleições/Foto: Ilustração

O Valor aponta ainda que Estado do Acre também tem suas particularidades. “A mais evidente é a dependência extrema da renda do setor público. Nos cálculos da Tendência, 44% da massa de rendimentos da região é originada pelo setor público municipal, estadual ou federal. É mais do que o dobro do visto na média nacional (20%)”.

Curiosamente, os dois Estados que escalaram mais rapidamente posições no ranking – Bahia e Acre – são governados pelo PT há, pelo menos, mais de um década. O Acre é comandado pelo petista Tião Viana – que não conseguiu eleger seu sucessor no segundo turno. A Bahia, por sua vez, pelo petista Rui Costa, reeleito em primeiro turno pelos eleitores no domingo.

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